Com medo da crise, prefeito de Pérola corta o próprio salário
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terça-feira, 10 de março de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
Diante do clima de instabilidade econômica do Paraná e do governo federal, o prefeito de Pérola (Região Metropolitana de Umuarama), Darlan Scalco (PSDB), determinou redução de 15% no próprio salário, de seu vice, Vilde Biaca (PMDB) e dos secretários municipais, depois de ter cortado gratificações dos servidores. As medidas de austeridade vão proporcionar, segundo dele, uma economia de R$ 600 mil aos cofres públicos.
A redução de salários foi feita por meio de projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores. A partir deste mês, os vencimentos do tucano baixaram de R$ 11,6 mil para cerca de R$ 10 mil. O salário de Vilde passou de R$ 4,2 mil para cerca de R$ 3,5 mil. Os ganhos dos secretários, que são iguais aos da vice, tiveram a mesma redução.
Além dos cortes de salários para comissionados e agentes políticos e de gratificações para servidores concursados, Scalco também demitiu 12 dos 20 cargos de confiança. O prefeito justifica as medidas como meio de garantir que as contas fechem no fim do ano, já que a arrecadação vem caindo.
O orçamento previsto de Pérola é de cerca de R$ 28 milhões, mas Scalco teme não conseguir arrecadar tudo que precisa. Entretanto, ele garante que fechou as contas de 2014 com superavit.
O tucano vê com receios as promessas do governador Beto Richa (PSDB) e da presidente Dilma Rousseff (PT) de que a situação das finanças vai melhorar. Afinal, com aumento de impostos, ele avalia que o consumo vai cair. "Os repasses para o município caíram muito. São situações que preciso enfrentar com o pé no chão. Se não acontecem no meio do ano, não conserto e depois tenho de prestar contas no fim do ano", diz.


