Com fim de subsídio, tarifa vai para R$ 2,40 em janeiro
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) confirmou ontem o fim do subsídio da administração municipal ao valor da passagem no transporte coletivo e afirmou que a passagem vai encarecer R$ 0,10, voltando a R$ 2,40 já em janeiro. O subsídio tem custo para a Prefeitura de Londrina de R$ 6,9 milhões/ano.
Kireeff e o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas, se reuniram ontem com o promotor de Justiça de Proteção ao Consumidor, Miguel Sogaiar, para discutir o valor das passagens. O promotor não quis comentar a reunião. Disse apenas que a prefeitura trouxe documentos e planilhas que precisam ser analisadas antes que ele pudesse dizer algo.
Já o prefeito disse que trabalha de forma objetiva com o MP sobre a tarifa do ônibus, às vésperas do fim do subsídio, para analisar como isso vai impactar no preço. Ele afirmou que busca aplicar no cálculo do valor os custos e a eficiência no serviço, já que itens como ampliação e renovação da frota, a frequência com que os veículos passam nos pontos e até o consumo exato do diesel podem influenciar no cálculo.
De qualquer maneira, Kireeff diz que "espera resolver" o aumento na tarifa de uma única vez. "O que está claro é que, no dia 1º de janeiro, acaba o subsídio", frisou.
Na semana passada, a Câmara aprovou lei do Executivo que isenta alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental do pagamento de passagem. A medida vai custar aos cofres públicos R$ 820 mil no próximo ano.
Kireeff admite que é bem mais baixo que o atual subsídio, que corta R$ 0,10 para todos os passageiros, mas diz que o valor que deixará de ser repassado para o transporte coletivo será distribuído entre outras secretarias. "Principalmente para Educação e Saúde, que recebem as maiores destinações no orçamento", afirmou na semana passada.
O prefeito lembrou que há mais fatores que vão influenciar no valor da tarifa no próximo ano, que ainda não está definida. "Tem a gratuidade para os alunos, o fim do subsídio e o aumento no preço do diesel", citou, referindo-se ao aumento de 8% no combustível em vigência desde 30 de novembro. O prefeito recordou que a isenção do ICMS reduziu a tarifa em R$ 0,05, o que demonstra a importância do item sobre o cálculo da passagem.


