Com dia cheio, Comissão Processante ouve testemunhas de vereadores afastados
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segunda-feira, 16 de julho de 2018
Reportagem Local 
Os vereadores membros da CP (Comissão Processante) que investigam Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) querem ouvir mais três testemunhas antes de inquirir os próprios parlamentares afastados, na quinta-feira da próxima semana (26). Nesta segunda-feira (16), das 18 testemunhas esperadas (uma delas era comum entre as duas defesas), dez foram ouvidas. Takahashi e Rony são alvos da investigação interna e também da Operação ZR-3, deflagrada no dia 24 de janeiro pelo Gaeco de Londrina.
A CP ainda considera essencial os depoimentos da ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina) Ignês Dequech; o ex-presidente do Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina) Nado Ribeirete e o ex-presidente do CMC (Conselho Municipal da Cidade) Osmar Ceolin Alves. Nado e Alves justificaram suas ausências com viagens. Já o advogado de Ignês informou à CP que a ex-presidente está impedida pela Justiça de entrar no prédio da CML (Câmara Municipal de Londrina) e de entrar em contato outros investigados e a defesa de Rony vai solicitar autorização judicial para que ela possa depor.

No começo da manhã, os parlamentares que integram a comissão receberam ofícios de Ignes e do empresário Brasil Filho. Os dois, junto com mais 11 pessoas - como Alves e Takahashi -, foram denunciados por corrupção e organização criminosa pelo Ministério Público. Homero Wagner Fronja, incluído na mesma ação criminal, é um dos que depuseram na CP, assim como o secretário de Planejamento, Marcelo Canhada, e o coordenador do Procon, Gustavo Richa.
Na última sexta, a Justiça decretou o bloqueio de bens dos réus da ZR3. O valor total é de R$ 8 milhões, sendo R$ 3 milhões de Takahashi e R$ 2,5 milhões do petebista.
(Atualizado às 16h40)
(Com informações do repórter Vitor Struck, da Folha de Londrina)


