Com bloqueios, UEL e HU conseguem funcionar por apenas nove meses, diz reitor
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Fernanda Circhia/ Reportagem Local 
Com o contingenciamento de 20% dos recursos do orçamento anunciado pelo governo estadual, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e HU (Hospital Universitário) poderiam funcionar por apenas nove meses durante 2019. No caso das duas instituições, há um bloqueio de R$ 124 milhões da previsão inicial. Conforme o reitor da UEL, Sérgio Carlos de Carvalho, a direção analisou os contingenciamentos e realizou um estudo preliminar para verificar como fica o orçamento ao longo no ano.
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"Já nos organizamos nesse orçamento e chegamos à conclusão de que conseguimos trabalhar durante três trimestres do ano. O quarto trimestre já não teríamos como manter nossas atividades, tanto na universidade como no HU. A forma como o contingenciamento foi feito atingiu todas as nossas fontes de arrecadações de recursos, inclusive as que não são do Tesouro", avalia Carvalho.
Ainda segundo o reitor, no caso do HU, que teve um bloqueio de R$ 14.256.236,00, é mais fácil comprovar para o Governo do Estado a necessidade de liberar. "Nós precisamos do hospital e temos a responsabilidade da prestação do serviço dele. Tanto o ensino como a saúde precisam continuar funcionando", afirma.
Em relação aos bloqueios de recursos do HU, o reitor explica que uma parte da folha de pagamento e de alguns serviços e valores de custeio está dentro da Seti (Secretaria de Ciência e Tecnologia) e outra parte, no Funsaúde (Fundo Estadual de Saúde do Paraná), que teve bloqueio de mais de R$ 55 milhões. "Se juntarmos os recursos Funsaúde com os da Seti temos contingenciamento de R$ 180 milhões. E o orçamento geral da UEL com a Seti é de R$ 624 milhões, quando acrescentamos o Funsaúde, o valor passa de R$ 900 milhões", analisa.
Para Carvalho, existe uma tendência de fazer contingenciamento no início de novos governos. "Após mudanças de oito anos de gestão, até que as secretarias da Fazenda e Planejamento analisem todas as contas é normal realizar os bloqueios e ir liberando os recursos até que o novo governo tenha segurança", pontua.
No entanto, o reitor garante que entrará em contato com a Secretaria da Fazenda nesta quinta (10) para que as negociações sejam iniciadas no sentido de mostrar a importância do descontingenciamento para que exista a segurança de que o ano será encerrado na UEL e no HU. "Precisamos saber qual o tempo que eles precisam para ter um entendimento da situação financeira do Estado para que possamos discutir esse descontingenciamento", ressalta.
Outras universidades
Na UEM (Universidade Estadual de Maringá), o corte será ainda maior que na UEL. Serão R$ 127 milhões de contingenciamento. Na UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa), serão R$ 67,8 milhões, e na UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), R$ 17,9 milhões.


