Com atraso, Vigilância fiscaliza SP Alimentação
Cinco dias após a denúncia de irregularidades na SP Alimentação, a Vigilância Sanitária fez - ontem à tarde - uma vistoria na sede da empresa. Na sexta-feira, o diretor da Vigilância, Rogério Lampe, alegou que não havia procedido à fiscalização no mesmo dia da denúncia (quarta-feira) porque a comunicação não foi feita via ofício.
Ao deixar a empresa nesta segunda-feira, Lampe afirmou que foram encontradas ''irregularidades formais que não comprometem a qualidade dos alimentos''.''A gente intimou a empresa a apresentar documentos comprovando a entrada e saída de alimentos. Mas a reclamação quanto à carne nós não confirmamos. O aspecto e o cheiro da carne congelada é diferente da carne de açougue'', afirmou.
Sobre o corrimento de sangue no contêiner refrigerado, constatado na quarta-feira da semana passada, ele disse que se refere à ''limpeza'' realizada pela empresa. Em razão das denúncias, porém, ele afirmou que a empresa passará a passar por fiscalização a cada dois meses. ''E também vamos vistoriar as escolas'', disse.
A presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE), Andreliane de Godoy, afirmou que as condições encontradas ontem pela Vigilância são diferentes das que foram vistas na quarta-feira da semana passada. ''É fato que naquele momento a situação era outra'', afirmou. Andreliane afirma também que durante a visita de quarta-feira não foi observada a presença de nenhum funcionário de limpeza no local. A presidente do CAE disse que normativa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) - que repassa verba federal para a merenda - deveria agilizar a troca de informações entre o município, o CAE e a Vigilância Sanitária. (F.C.)





