Afinal a ruptura
Justamente nas áreas comuns de Justiça e Segurança que há os mais nítidos sinais de ruptura. Ela se define na condição de secretário sub-judice ao titular da Segurança, Cid Vasques, alvo de novo pedido de sua corporação, o MP, para derrubar o mandado de segurança concedido por Clayton Camargo, ex-presidente do TJ, que o mantém licenciado. Como se não bastasse agora a própria área de segurança contesta a recepção de novos presos em delegacias em ações articuladas pelo Sinclapol. Assim dois membros do MP, titulares da Segurança e da Justiça, sofrem duras contestações.
E isso não abala o governador voltado inteiramente para a campanha eleitoral, mesmo com sua autoridade permanentemente desafiada em tantos episódios como o do descontrole da violência mesmo nas cercanias das Unidades Paraná Seguro e lá atrás o cabeludo motim de policiais encapuzados que invadiram a mansão supostamente protegida de lenocínio e de jogos proibidos.

Efeito Marina
Marina Silva, ainda andando sobre as águas e adejando como santa de Ariano Suassuna, deve, segundo a maioria dos observadores, ajudar a reeleição de Beto Richa, reafirmando compromisso do presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, e próceres locais sempre ligados ao grupo de Jaime Lerner a Luciano Ducci. De repente a adesão de Marina, como vice ou não e, até por que não, cabeça de chapa pode produzir novas rearticulações a começar do governo que tudo fará para não perder a densidade da aliança abalada com o troca-troca.
Esse Partido Socialista Brasileiro não é o de João Mangabeira, muito mais ideológico-doutrinário e menos pragmático. Como de resto o PMDB de Michel Temer não é o do doutor Ulysses.

Por um fio
O STF deveria, através do relator, ministro Dias Tófoli, apreciar ontem o mandado de segurança do desembargador Clayton Camargo, que visava resguardar a integridade do seu pedido de aposentadoria bloqueado pelo CNJ, para evitar o julgamento no plenário, hoje, dos procedimentos intentados contra ele em supostos tráfico de influência e venda de sentença.

Vai pegar
Com mais essa atuação ministerial nos portos do Paraná tem-se como certa que dessa vez pega fortemente a ideia de que há conspiração contra os interesses regionais, pois agora vários segmentos se atrelam a essa interpretação. Pode ser um trunfo eleitoral como o de que a União impede transferências de recursos quando isso se dá por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme se sabe.

Guerra
Torcidas organizadas, na maior parte dos casos, são gangues urbanas como se viu no Atletiba com duas delas rubro-negras se pegando como anteriormente já havia ocorrido na Arena com agressões a facadas. Vai pro STJD e, de repente, perde um mando de jogo em fase decisiva. O Coritiba deveu a punição de jogar fora de casa, em Joinville, por causa de sua organizada beligerante.

Folclore
A Ney Braga negaram uma cirurgia cardiológica alegando que fora alvo de atentado em caso amoroso e a carga contra o governador Parigot de Souza de que outras pessoas assinavam atos de governo era tão intensa que seu estafe o aconselhou a ir, em péssimas condições, paciente terminal, à Boca Maldita para provar que estava vivo. A política é um permanente lixo e de baixa reciclagem.

Recuo
Lojistas da Rodoferroviária foram despejados. Um grupo deles pretendia a resistência civil, mas não obteve proselitismo.

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