Maringá - A Prefeitura de Colorado esclareceu que as denúncias de desvio do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) feitas pelo Sindicato dos Servidores Municipais foram baseadas em documentos de uma outra cidade do Paraná. Há mais de um mês, o município enfrenta uma greve de professores. Segundo o contador da prefeitura, Claudir Borri, os dirigentes sindicais entraram no site do Tribunal de Contas do Estado e buscaram de forma equivocada documentos do município de Virmond, da região sudoeste.
Borri disse que os documentos de Virmond mostram um rateio do Fundef realizado entre professores no final do ano passado. Por causa disso, conforme o contador, na última reunião realizada com representantes da prefeitura, comunidade e professores, o sindicato acusou a administração municipal de ter desviado recursos do Fundef achando que o rateio se referia a Colorado. O contador também afirmou que documentos angariados pelo sindicato indicando o uso irregular do Fundef são na realidade empenhos da conta de Educação. ‘‘Lamento as acusações, principalmente por partirem de dirigentes sindicais que são professores e deveriam se ater ao ato de ensinar’’, criticou Borri.
Em assembléia marcada para a noite de ontem, o sindicato deveria se decidir pelo fim do movimento. Os professores reivindicam a devolução de 5,86% descontados dos salários a partir de outubro do ano passado, reajuste de acordo com a inflação e elevação de nível. Por causa da greve, cerca de dois mil alunos de cinco escolas municipais estão sem aulas. Dos 102 professores municipais, apenas 16 não aderiram ao movimento, segundo o sindicato.

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