Collor visita Lula no Planalto
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quarta-feira, 21 de março de 2007
Agência Estado 
Brasília - Pela primeira vez no Planalto desde o impeachment, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) disse ontem que quem o chamou de ladrão, no dia 2 de outubro de 1992, quando deixava de helicóptero o palácio, tem de se calar. ''Essas pessoas todas têm de calar agora, porque eu sou inocentado pelo Supremo Tribunal Federal'', afirmou, referindo-se a uma polêmica decisão da Corte de absolvê-lo das denúncias de corrupção.
Ao chegar para uma audiência da bancada do PTB com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por volta de 17h30, Collor foi questionado pela imprensa se lembrava da reação de funcionários e curiosos que acompanharam o momento histórico em que ele se afastava temporariamente do poder. À época, ele saiu do palácio com o peito estufado e de mãos dadas com a primeira-dama Rosane, rumo ao heliporto nos fundos do prédio, sob os gritos de ''ladrão''. Collor teve de ouvir ainda gritos intercalados de ''bandido'', ''safado'', ''fora daqui'' e xingamentos com palavrões.
O ex-presidente entrou no Planalto pela portaria da frente sorrindo e tentando fazer o papel de vítima emocionada, sem disfarçar, no entanto, a empáfia e arrogância. ''Não estou tentando provar nada, fui vítima de uma injustiça'', afirmou.


