Collor responde vaias com um gesto ofensivo
Collor responde vaias
com um gesto ofensivo
Agência Folha
Arquivo Folha
PassadoCollor, no passado: gestos agressivos como no presenteO ex-presidente Fernando Collor de Mello mandou uma banana - gesto ofensivo com os braços, usado algumas vezes na sua campanha em 89 - a manifestantes da Juventude do PMDB de Corumbá (MS), onde participou anteontem do Congresso Nacional de Vereadores.
Oito manifestantes gritaram corrupto e fora quando Collor entrava na sede do Corumbaense Futebol Clube para proferir a palestra final do congresso. Mais tarde, o ex-presidente negou que tenha feito a banana, que não foi registrada em imagens. Fiz um gesto assim (com as duas mãos em concha), querendo dizer: Pára de fazer isso. Por que fazer esse negócio aqui? É diferente, disse Collor.
O presidente da ala jovem do PMDB-MS, Edevar de Carvalho, 28 anos, afirmou que não adiantava Collor negar. Todo mundo viu. Cerca de 700 pessoas, entre elas 400 vereadores vindos de vários Estados, acompanharam a palestra de Collor, que atacou a política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso por provocar suposta crise social.
Ele disse que o termo vagabundo cabia muito mais ao presidente, que o usou para qualificar quem se aposenta antes dos 50 anos de idade. Em entrevista, Collor completou a crítica.
Collor disse que nem sequer considera a possibilidade da sua candidatura à Presidência da República ser impugnada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), tão logo o PRN a formalize, provavelmente em junho. Ele se diz pré-candidato amparado por uma decisão do juiz Ivan Vasconcelos Brito Júnior, da 2ª Vara Eleitoral de Maceió, que lhe assegurou temporariamente os seus direitos políticos.
O exame dessa questão será feito pelo TSE, em recurso a ser apresentado pelo Ministério Público e depois pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A tendência é que o TSE e o STF mantenham suspensos os direitos políticos do ex-presidente até 2002.





