Collor estréia no Senado e diz que errou ao confiscar poupança
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de março de 2007
Expedito Filho<br>Agência Estado 
Brasília - O senador Fernando Collor (PTB-AL), que sobe à tribuna hoje, às 15 horas, para tentar desconstruir o processo de impeachment de seu governo, reconheceu que, em sua passagem na Presidência, errou em pelos três momentos: ao confiscar o dinheiro da poupança dos brasileiros, ao entrar em confronto com o Congresso e ao optar em morar na Casa da Dinda, e não na Granja do Torto - já que à época o Palácio da Alvorada se encontrava em reforma. Nesse caso, segundo o ex-presidente, o erro teria sido involuntário - não haveria outra opção.
Foram necessários 17 anos para que Collor se penitenciasse dos erros. Ele afirmou que, fosse um pouco mais velho e experiente, teria adotado uma estratégia menos açodada e buscaria com o Congresso uma relação harmoniosa. Durante seu governo, ele não conseguiu fazer os presidentes da Câmara e do Senado e sofreu forte oposição por parte do maior partido do Congresso na época, o PMDB. Ao invés de tentar o diálogo, optou pelo enfrentamento. Outro erro relacionado em seu mea-culpa foi o confisco dos depósitos bancários dos brasileiros, provocado pelo traumático Plano Collor. Na tentativa de congelar os preços e acabar com a inflação, instituiu uma nova moeda e tungou a poupança de quem tinha mais de 50 mil cruzeiros no banco. Mais velho, Collor não tem dúvidas de que a manobra monetária foi um erro juvenil. ''Foi um erro, vontade de resolver as questões todas de uma vez só. Faltou mais experiência para alguém que chegou à Presidência com 40 anos recém-feitos.''


