São Paulo - O PPS, do pré-candidato à Presidência Ciro Gomes, e o PRTB, do ex-presidente Fernando Collor de Mello, decidiram ontem, em Maceió (AL), colocar um ponto final em qualquer tipo de negociação sobre a união desses partidos para a disputa pelo governo de Alagoas.
Os dirigentes de PPS e PRTB, porém, anunciaram que -por enquanto - vão permanecer unidos em torno das candidaturas proporcionais (para deputados federal e estadual). ‘‘Houve apenas a decisão de que não haverá mais uma coligação para as candidaturas majoritárias [para governador e senador]’’, segundo Elionaldo Magalhães, presidente estadual do PRTB.
A reunião de ontem teve a participação de representantes dos seis partidos da chamada Frente de Oposição de Alagoas, com PPS, PTB, PDT, PFL, PRTB e PPB.
Há uma semana, as seis legendas haviam divulgado que a aliança fora criada com o objetivo de se opor às pré-candidaturas do governador Ronaldo Lessa (PSB) e da senadora Heloísa Helena (PT).
De acordo com nota divulgada hoje pelo PPS, o racha no campo majoritário ocorreu pelo fato de a inclusão do PRTB na coligação ter criado uma repercussão nacional ‘‘que extrapolou os objetivos’’.
O partido alegou motivos ‘‘políticos e históricos’’. Em outras palavras, a direção nacional do PPS vetou qualquer tipo de vínculo da pré-candidatura Ciro como o nome de Fernando Collor, pré-candidato do PRTB ao Senado.
‘‘Os partidos da Frente Trabalhista (PPS, PTB e PDT, unidos em torno de Ciro) terão seus candidatos ao governo e ao Senado, e os demais partidos da frente (de Oposição de Alagoas, PFL, PPB e PRTB) discutirão os seus próprios planos’’, disse o deputado federal Régis Cavalcante (PPS-AL).

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