Collor chega e prepara candidatura
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quarta-feira, 15 de abril de 1998
Agência Estado 
O ex-presidente Fernando Collor de Mello chega hoje a Alagoas e, mesmo antes do desembarque, está agitando a política estadual e nacional. Collor foi um dos temas da Executiva Nacional do PFL esta semana. Motivo: pesquisas de opinião pública encomendadas pelo partido dão conta de que o ex-presidente, que perdeu o posto em 1992, condenado num processo de impeachment por corrupção, tem o apoio de 43% dos alagoanos e de 7% dos brasileiros de Norte a Sul para voltar ao Palácio do Planalto.
Collor é uma variável solta no sistema político, que causa preocupação, avaliaram os analistas contratados pelo PFL. Ele não ameaça a reeleição porque não pode ser candidato a presidente da República, mas, sem dúvida, se elege para o que quiser em Alagoas, observou o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen. Os números levantados pelo partido também mostraram que o presidente Fernando Henrique Cardoso lidera a corrida presidencial, mas a posição é desconfortável pelo grande risco de a decisão final ser empurrada para o segundo turno.
Qualquer pequena mudança no quadro dá segundo turno e os analistas avaliam que pode haver turbulências, contou o presidente do PFL de Tocantins, Eduardo Siqueira Campos, depois da reunião da Executiva. Fernando Henrique exibe apenas três pontos porcentuais de vantagem sobre a soma dos demais adversários. Isto, num cenário favorável, com o apoio do PMDB. Nas simulações em que o ex-presidente e ex-embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA) Itamar Franco (PMDB) participa da disputa, Fernando Henrique cai do patamar dos 40% dos votos para apenas 31%.


