Collete e Maeda responsabilizam Pires
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2000
Lúcio Horta De Londrina 
O superintendente regional do Banestado em Londrina, José Collete, e o gerente aposentado Wilson Maeda, voltaram a responsabilizar o ex-diretor de Operações do banco, Gabriel Pires Nunes Neto, pela abertura de contas fantasmas no banco. Eles foram interrogados ontem à tarde pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Ribas Araújo, juntamente com os promotores Bruno Galatti e Antônio Winkert de Souza.
De acordo com o interrogatório, além de solicitar a abertura das contas, Pires teria informado que o responsável pela movimentação seria a agência de câmbio do empresário e doleiro londrinense Alberto Youssef, preso no 3º Distrito Policial acusado de lavar, em 98, R$ 120 mil desviados da Prefeitura de Londrina numa conta da empresa fantasma Freitas & Dutra.
Pires ainda será interrogado em Curitiba por carta-precatória. Em depoimento ao MP, ele negou a responsabilidade pelas contas. Pires disse apenas que o esquema pré-existia quando assumiu a direção do banco, em 97, e que Youssef movimentava algumas dessas contas. Ao contrário de Collete, no entanto, Pires disse que foi apresentado ao doleiro pelo próprio superintendente regional.
Além de Collete e Maeda, ontem também foi interrogada a funcionária Maria Regina Fazan Bosqui, que foi gerente da conta bancária da Freitas & Dutra. Segundo seu advogado, Aécio de Paula, ela disse apenas que na época respondia ordens do então gerente geral da agência Centro, Maeda.
Para hoje, estão programados os interrogatórios do contador Ilvino Fazoli, que teria elaborado os contratos sociais das empresas fantasmas com contas no Banestado, e Arthur Ênnio Federico Júnior, ex-funcionário da Corretora Banestado.
O servidor municipal João Edson Danzinger (João Boquinha), que juntamente com Youssef, Antonio Carlos Neri Romero (apontado como segurança do doleiro) e Eroni Miguel Peres (cunhado), tiveram a prisão preventiva decretada, também deveria ser ouvido hoje.
Apenas o doleiro, no entanto, foi preso e os outros estão foragidos. Além de lavar os R$ 120 mil, Youssef é acusado de ser o responsável por outras 31 contas no Banestado que movimentaram, de maio de 98 a janeiro de 99, R$ 150 milhões.


