Amanhã é o último dos 19 dias destinados pela Justiça Eleitoral à propaganda política gratuita no rádio e na televisão neste segundo turno. Se depender das promessas feitas pelos coordenadores de campanha de Antonio Belinati (PSL) e Nedson Micheleti (PT), os 40 minutos disponibilizados nas duas mídias, diariamente (sem contar as inserções), virão isentos de ataques e voltados à apresentação de propostas de governo.
A garantia foi dada ontem, mesmo dia em que as duas coligações trocaram farpas na faixa das 13 horas. No programa do PT, o grupo de Nedson citou que ''os R$ 200 milhões desviados na última administração'' beneficiariam 42 mil pessoas no Bolsa-Escola de R$ 100, durante quatro anos. No programa da noite, os petistas veicularam um comunicado reclamando de ''difamação e mentiras'' em panfletos e cartas anônimas, além das ''trucagens baratas'' condenadas pela Justiça Eleitoral.
Mais incisivo no ataque, Belinati acusou Nedson de ter criado a lei que torna obrigatória a cobrança da taxa de iluminação pública nas faturas da Copel. Adiante, o ex-prefeito levou ao ar enquetes com a população sobre o tema. Já os 47 segundos finais do programa foram usados com entrevistas feitas com catadores de papel que se apresentaram como filiados à entidade apoiada pela Prefeitura. Eles acusaram Nedson de cobrar 20% do arrecadado com o material para reciclagem.
Coordenador de campanha e presidente do PT no Paraná, o deputado estadual André Vargas disse ontem à tarde que as últimas edições do hoário eleitoral de Nedson deverão explorar novas adesões à campanha, como a do secretário estadual de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, no ar já ontem à noite. Vargas rebateu as acusações do adversário lembrando que a taxa de iluminação cobrada hoje ''existe há mais de 20 anos''. ''Vamos nos preoucupar com isso somente no âmbito judicial'', disse. O mesmo teor foi adotado pelo coordenador em relação à denúcia dos catadores. ''Foram pessoas anônimas que fizeram essa denúncia, e não gente das organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à Central que apoiamos'', apontou.
O coordenador de campanha e vice de Antonio Belinati, vereador Carlos Bordin (PP), alegou que as declarações feitas pelos catadores foram espontâneas. ''Gravamos no dia nossos programas e vamos manter a linha de exibir o Belinati como ele é, o que ele já fez e o que ainda pode fazer'', argumentou. Bordin declarou que os programas de hoje e amanhã devem se centrar nos depoimentos de simpatizantes. ''Serão edições bem 'pra cima', com cenas de comícios e o povo festejando'', explicou.

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