Se depender das afirmações dos representanes das coligações, a suspensão do registro de candidatura de Antonio Belinati (PSL), até agora na liderança das pesquisas à Prefeitura de Londrina, deve passar longe das campanhas em rádio e TV. Com pouco mais de um mês para as eleições, nenhum candidato parece disposto a se arriscar a mexer na estratégia para tentar agradar uma fatia potencialmente maior de eleitores indecisos. Para todos os efeitos, a primeira impressão dos candidatos é que o candidato continua concorrendo até o julgamento do recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para o final deste mês.
Segundo o presidente do PSL de Londrina, Paulo Vargas, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não obrigará a mudanças na organização da campanha. ''A campanha continua com o mesmo empenho, só pretendemos reforçar as visitas e reuniões com a comunidade'', afirma. Segundo ele, o departamento jurídico do partido é responsável pela defesa da candidatura de Antonio Belinati e o assunto não será alvo de comentários do candidato. ''O horário eleitoral é para mostrar propostas'', disse.
Situação semelhante ocorre na campanha da coligação Londrina Melhor (PSDB, PFL, PSB, PSDC e PTdoB) cujo vice, Éder Pimenta (PSB) também foi impugnado. Segundo o assessor de coordenação de comunicação Wagner Rodrigues, a decisão não vai impactar na campanha. ''Com relação ao vice, o jurídico vai recorrer e vamos continuar usando sua imagem da mesma forma que já vínhamos usando'', disse.
As demais coligações também afirmaram que vão, pelo menos nos próximos dias, manter as estratégias de campanha com os compromissos já assumidos anteriormente. O clima, por enquanto, é de desconfiança quanto a manutenção da suspensão do registro.
''Por enquanto não muda nada (campanha) vamos esperar mais até que surja uma decisão definitiva'', argumenta o candidato do PV, Naudemar Nascimento. Argumentação semelhante foi apresentada por Homero barbosa Neto (PDT), da coligação 100% Londrina. Segundo ele, como ainda há outro recurso em julgamento, não houve supressão de candidatura. ''Não mudou nada e nem pode mudar'', afirma, referindo-se a sua campanha.
O candidato do PTB, Alex Canziani, segue a mesma linha. ''A campanha continua da mesma forma e continuamos levando nossa mensagem, isso não é definitivo'', disse. A assessoria do candidato do PT, Nedson Micheleti também afirma que não vai explorar a decisão. ''O Nedson foi o primeiro candidato de contraponto ao Belinati mas estamos em uma fase de mostrar as realizações e não temos porque mexer'', argumenta.
A assessoria da candidata do PMDB, Elza Correa, também é categórica em afirmar que o assunto não mexe com os rumos da campanha. ''Vamos seguir com uma campanha de seriedade para engajar bem as pessoas'', disse Luiz Figueredo de Mello.
Uma das poucas vozes dissonantes foi a do candidato Félix Ribeiro (PMN). Segundo ele, apesar da sua campanha não contar com recursos para qualquer mudança ele acredita que a decisão do TRE pode lhe favorecer. ''Isso gera dúvida na cabeça do eleitor que vai analisar novas candidaturas'', disse.

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