Coligações devem ser mantidas, afirma TRE
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
As coligações registradas no primeiro turno das eleições municipais em Londrina, perante a Justiça Eleitoral, necessariamente terão de ser as mesmas no novo segundo turno em Londrina, marcado para o dia 29 de março. Ou seja: no caso de nenhum dos dois desistir da disputa, até a intimação como candidatos, Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT) novamente concorrerão, respectivamente, com as coligações ''Londrina forte e digna'' (PSDB, DEM, PSDC, PRP e PSL) e ''É preciso mudar Londrina'' (PDT, PSC, PTB, PPS, PMN e PSB). A análise é do procurador jurídico do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Néviton Guedes, para quem o fato se explica em uma frase: ''Não se trata de nova eleição, novo processo, nova abertura de datas e prazos para registros ou convenções de partidos: é apenas um novo segundo turno, sem recomposição de coligações'', afirmou, taxativo.
Terceiro colocado no primeiro turno, por uma diferença de menos de dez mil votos, Barbosa viu aliados importantes do PPS, do PTB e do próprio PDT - como o presidente estadual do partido, senador Osmar Dias - migrarem o apoio ao antes arqui-rival do PSDB, que perdeu o segundo turno para Antonio Belinati (PP). Dias antes do segundo turno, porém, o próprio Barbosa anunciou apoio formal, inclusive nos programas de rádio e TV - mas ao pepista, que pertencia à coligação ''A volta do povo à prefeitura'' (PP e PRB).
Na avaliação do procurador, ''os partidos derrotados até podem dar apoio, mas as coligações registradas perante a Justiça têm que ser mantidas''. ''Se os partidos de uma coligação resolverem apoiar a outra, se criará um problema político - juridicamente, não há mais chances, espaço, tampouco tempo hábil para se formarem outras chapas'', definiu. ''E basta o candidato, ou mesmo o eleitor, se questionar: as alianças pretendidas agora seriam possíveis em outubro, no primeiro turno?'', salientou. Indagado sobre as manifestações ditas ''não partidárias, pessoais'' de nomes ligados a partidos coligados a outro candidato, Guedes ponderou: ''Isso pode confundir o eleitor, sem dúvida, e a Justiça Eleitoral estará atenta a cobrar os esclarecimentos que forem necessários''.
O juiz da 41 Zona Eleitoral, Abelar Baptista Pereira Filho, concorda que as coligações serão as mesmas, caso não haja desistências. Mas ele ressalta: os apoios na campanha, quando fora da campanha, terão de ser feitos, acredita, ''enquanto pessoas físicas. Nesse caso não vejo óbices, a menos que seja ferida, claro, a fidelidade partidária''.


