Coligação entre PT e PTB está prejudicada em Curitiba
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sexta-feira, 02 de abril de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente do PT no Paraná, deputado estadual André Vargas, fez um 'mea culpa' ao perceber que as chances de coligação entre o partido e o PTB diminuíram sensivelmente nos últimos dias. Uma ala do PT considerada minoritária por Vargas rechaçou a possibilidade de aliança com o PTB, por considerar a posição dos petebistas, tradicionais aliados do ex-governador Jaime Lerner (PSB), totalmente divergente. Essa corrente, mais aguerrida em Curitiba, chegou a lançar uma carta aberta, há duas semanas, criticando a aliança com o PTB.
''Faço uma autocrítica. Deveríamos ter sido mais incisivos nas negociações com o PTB, apesar das críticas da ala minoritária'', disse Vargas. ''Temos interesse na coligação com o PTB ainda no primeiro turno, e também o PP e com o PL'', completou Vargas. A animosidade criada junto ao PTB por uma ala do PT acabou contribuindo para uma aproximação entre petebistas e o PSDB, que tem como pré-candidato a prefeito de Curitiba o vice-prefeito Beto Richa. Beto e o deputado estadual Carlos Simões sentaram para conversar nesta quarta-feira. O encontro foi na presidência da Assembléia Legislativa. Participaram também o pré-candidato do PL, deputado Mauro Moraes (PL), e Luciano Ducci, nome cogitado pelo PSB para disputar a sucessão de Cassio Taniguchi (PFL). Depois do encontro, Beto passou parte da tarde reunido com o coordenador geral da sua campanha, o ex-secretário da Cultura e empresário Fernando Ghignone.
Paralelamente às negociações com os partidos, o PTB paranaense coloca o nome do deputado federal Iris Simões como pré-candidato à sucessão de Cassio. Carlos Simões, irmão de Iris, defende que o PTB negocie com vários partidos. ''Nós não somos inimigos do PT nem do PMDB'', disse na quarta-feira, após o almoço na presidência da Assembléia. André Vargas disse que ainda há tempo para reaproximar o PT do PTB, e também do PL e PP deixando aberto o canal para negociações.
As coligações só serão definidas em junho, nas convenções, como prevê o calendário eleitoral. Por enquanto, os interessados sondam oportunidades e apoio. Angelo Vanhoni, o nome do PT para disputar a Prefeitura de Curitiba, tem se mostrado aberto a negociações com diversos partidos. No PMDB a situação é mais complicada. A corrente que defende candidatura própria tem dois interessados: o deputado federal Gustavo Fruet e o deputado estadual e ex-prefeito Rafael Greca. Greca espera que o Tribunal de Contas (TC) julgue suas contas de 1996 (quando era prefeito). Pela terceira vez, um conselheiro do TC desta vez Heinz Herwig pediu vistas, e ainda não há previsão de votação.


