Coligação de FHC vai gastar R$ 73 milhões
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domingo, 05 de julho de 1998
Nelson Breve Agência Estado 
Arquivo FolhaCiro em segundo: R$ 33 milhõesA campanha para a presidência da República poderá consumir mais de R$ 150 milhões, segundo a estimativa dos partidos obrigatoriamente comunicada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quase a metade desses recursos - R$ 73 milhões - deverá financiar a campanha da Coligação União, Trabalho e Progresso (PSDB/PFL/PPB/PTB/PSD) que apóia o presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição.
O candidato da Coligação Brasil Real e Justo (PPS/PL/PAN), Ciro Gomes, que está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, declarou ao TSE que pretende gastar até R$ 33 milhões na campanha, a segunda maior estimativa.
A Coligação União do Povo Muda Brasil (PT/PDT/PCdoB/PSB/PCB), que apóia a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, prevê um gasto de até R$ 15 milhões. A coligação vai reunir hoje, num megaevento em Brasília, líderes de todos os partidos e facções que fazem oposição ao governo para lançar, pela terceira vez, a candidatura de Lula.
Quem também estima que vai gastar R$ 15 milhões é o candidato do Prona, Enéas Carneiro, euquanto o candidato do PRN/PRTB Fernando Collor de Mello - cuja candidatura ainda depende de regularização - comunicou ao TSE um valor bem mais modesto: R$ 5 milhões em sua campanha. Collor avisou que nesta semana soluciona o impasse do seu registro.
A menor estimativa de gastos entre os 15 candidatos à presidência que protocolaram o registro de suas candidaturas até ontem no TSE, foi feita para a campanha de José Maria de Almeida, do PSTU. Ele deverá gastar no máximo R$ 200 mil.
Dois candidatos não apresentaram estimativa de gastos com a campanha: Ivan Frota, do PMN, e Dorival de Abreu, do PTN. Eles terão que apresentar a previsão antes que o registro seja julgado pelo TSE. A lei eleitoral estabelece que os tribunais têm até 13 de agosto para julgar as candidaturas.
O candidato do PV à presidência, Alfredo Sirkis, estimou um gasto de R$ 2 milhões na campanha, mas avisou que ainda não arrecadou nenhum tostão furado. Sirkis disse que o partido resolveu apresentar um candidato próprio para lançar o debate de suas idéias e acumular forças para ter melhores condições de disputa no futuro.
Outros candidatos que registraram previsão de gastos no TSE foram José Maria Eymael (PSDC), R$ 10 milhões; Oswaldo Souza Oliveira (PRP), R$ 2 milhões; Vasco de Azevedo Neto (PSN), R$ 1,5 milhão; Sérgio Bueno (PSC), R$ 900 mil; João de Deus Barbosa (PTdoB), R$ 500 mil.


