Diante dos dados obtidos pelo Gaeco, a postura de muitos dos envolvidos foi de colaborar com as investigações, assumindo a participação no esquema de desvios. ‘‘Diante do que os promotores conseguiram, o melhor foi colaborar para conseguir os benefícios previstos na lei, como a liberdade provisória, e, futuramente, possível redução da pena’’, comentou Alessandro Cogo, advogado de Bruno Valverde.
  Petrônio Cardoso adotou estratégia semelhante. ‘‘Meu cliente (Marcos Ratto) é confesso em parte das acusações e sua participação tem menor peso, já que não era ele quem liberava os pagamentos. Por isso, estamos contribuindo para conseguir a pena que verdadeiramente lhe caberᒒ, explicou.
  Já o advogado Fernando Henrique de Oliveira, que defende Fidélis Canguçu e sua esposa Joelma Aparecida da Silva, discorda da ‘colaboração’. Joelma manteve-se calada ao ser chamada para depor no Gaego. ‘‘Mas o Fidélis colaborou, respondendo a todas as perguntas.’’ Fidélis continua preso; sua esposa foi liberada na semana passada.
  O envolvimento de Fidélis e sua mulher se demonstra, em parte, pelo fato de que dois carros - um Ford Fusion e um VW Golf - apreendidos durante a Operação Antissepsia estariam no nome de Joelma e seriam possivelmente objetos de propina. Os dois veículos teriam sido comprados pelo Altântico por R$ 45 mil e R$ 17 mil, respectivamente. (L.C.)

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