Coimbra evita comentar sobre denúncia-crime
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de julho de 2001
Marta Medeiros<BR>De Maringá 
O procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, preferiu ontem manter silêncio sobre a denúncia-crime por injúria feita contra ele pela Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Paraná. Ele disse à Folha que acha estranho as denúncias do Ministério Público chegarem ao conhecimento da imprensa antes do Judiciário receber a ação. E ressaltou: Só tenho isso para falar sobre este caso.
A denúncia-crime por injúria surgiu depois que Coimbra concedeu entrevista, no dia 28 de junho, para uma rádio de Maringá. Ele usou palavrões e insultos contra o titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá, promotor José Aparecido da Cruz. Coimbra estava irritado porque dias antes, a Justiça havia acatado uma denúncia de improbidade administrativa feita por Cruz contra ele. Por causa deste processo, ele está com um veículo indisponibilizado pela Justiça.
O procurador é acusado pelo MP de ter contratado irregularmente a advogada Flávia Carneiro Pereira, de Maringá, no período em que foi deputado estadual (1993 a 1996). Flávia exerceu na Assembléia Legislativa o cargo de assessora e acumulou na Prefeitura de Maringá um emprego no gabinete durante a gestão do ex-prefeito (afastado) Jairo Gianoto (sem partido). Os três estão com bens indisponíveis.
O MP pede a devolução aos cofres da prefeitura de cerca de R$ 74 mil, pagamento de multa, a suspensão dos direitos políticos de Coimbra, Flávia e Gianoto e o impedimento dos três réus de contratar com o Poder Público.


