Coimbra ainda aguarda liberação de depoimento
O procurador-geral do Estado, promotor aposentado Joel Coimbra, estava ontem em Maringá aguardando a liberação de uma cópia do último depoimento de Luis Antônio Paolicchi, em que o ex-secretário disse que o governador Jaime Lerner, o senador Alvaro Dias e outros políticos se beneficiaram de dinheiro desviado da prefeitura, para pagar contas de campanhas.
O procurador acredita que na próxima quarta-feira poderá ter o documento, que será levado para Curitiba e analisado pelo Palácio Iguaçu. Após isso, o governo pensa em estabelecer estratégia de defesa do governador. A cópia do depoimento será analisado pelo secretário de Governo, Cid Campêlo Filho, e pelo chefe da Casa Civil, Alceni Guerra.
Coimbra já disputou duas vezes a Prefeitura de Maringá, em 1992 e 1996, pelo PDT, e também duas vezes a uma cadeira na Assembléia Legislativa. Elegeu-se deputado em 1994, concorreu à reeleição em 1998 e perdeu. Depois do PDT, o atual procurador foi para PP, dirigido na época por Alvaro Dias, fazendo oposição ao governador Jaime Lerner.
Assim que assumiu o cargo de procurador-geral, Coimbra mudou para o PDT, então partido de Lerner, aliando-se ao governador. Agora ele não está filiado a partido. Ele a vida político-partidária no PMDB ainda em Altônia, região de Umuarama, onde advogava.
Como deputado, Coimbra presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia, quando representou o papel de homem forte de Lerner dentro da Casa. Na eleição municipal de 1996, Coimbra dividiu o apoio do governador com Jairo Gianoto, então no PSDB, e Silvio Barros, então no PFL. Silvio foi secretário de Turismo de Lerner. Sem conseguir voltar à Assembléia em 1998, Coimbra assumiu a procuradoria-geral.
Para se manter na procuradoria, depois de pressão da OAB, Coimbra teve que se aposentar como promotor público. (M.Z.)





