Cohab vai atrás de 1,5 mil mutuários para renegociação
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
A Companhia Habitacional (Cohab) de Londrina procura 1.584 mutuários para renegociar parcelas atrasadas enquanto vigoram benefícios que abatem até 75% juros de mora. A vantagem, concedida em 2010, acaba no dia 25 de fevereiro, 90 dias após a publicação de decreto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) definindo prazos.
O Decreto 644, de 23 de junho de 2010, prorroga por prazo indeterminado o Programa de Renegociação de Dívidas dos Mutuários da Cohab. Além do abatimento na renegociação, também dá desconto de 45% nas parcelas adimplentes em caso de renovação. "Esses descontos eternos davam um prejuízo muito grande. Por isso, pedimos ao prefeito um prazo para terminar", explica o presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann.
Segundo o diretor administrativo-financeiro da companhia, Claudemir Villalta, a Cohab tem 10.469 contratos ativos, dos quais 4.211 estão inadimplentes. Porém, só podem se beneficiar do programa de renegociação 1.587, já que o restante já aderiu no passado. A dívida dos que podem aderir chegam a R$ 82 milhões, segundo Villalta, em valores brutos e sem aplicar os descontos.
O pagamento dos atrasados pode ajudar a solucionar os problemas de caixa pelo qual passa a empresa. No ano passado, a Cohab lançou um plano de demissão voluntária para funcionários que já haviam aposentado, para tentar economizar R$ 200 mil ao ano. Com poucas adesões, o órgão acabou demitindo os restantes e conseguiu, de acordo com Villalta, economizar R$ 170 mil, mas ainda falta encontrar de onde abater o restante em gastos.
Hoffmann afirma que a companhia enviou notificação por cartas para todos os inadimplentes, mas houve grande volume de devolução. Quem não regularizar as contas pode ter os débitos contestados e culminar com a retomada da unidade habitacional. "Não é a nossa intenção, mas somos obrigados a fazer isso. Quem tem contrato de gaveta pode nos procurar para regularizar a situação, desde que tenha algum documento", explica o diretor.


