Cohab responde Consemma
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terça-feira, 03 de junho de 2014
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Após resposta da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina aos questionamentos do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) sobre os projetos de lei que incluíam no perímetro urbano 2,3 milhões de metros quadrados (m²) de duas fazendas na zona sul, os vereadores aprovaram ontem a redação final dos propostas 42 e 44 de 2014. Os projetos haviam sido retirados de pauta na semana passada. O objetivo de tornar as áreas urbanas é construir 4.914 moradias pelo programa federal Minha Casa Minha Vida. A Fazenda Bonora e a Fazenda Nova ficam próximas aos jardins União da Vitória e Nova Esperança.
O Consemma pediu a suspensão da tramitação dos projetos alegando que não foi consultado, que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara não concedeu parecer aos projetos, que os empreendimentos podem trazer impactos ao parque Daisaku Ikeda, que os estudos de impacto de vizinhança (EIVs) revelaram consequências ao sistema viário e que não houve audiências públicas. O conselho também questionou o projeto 128/2013, o qual incluiu área rural na zona urbana.
A Cohab elaborou um documento com oito páginas e pelo menos 50 folhas em anexo que atestariam a legalidade dos projetos. O presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann, refutou possibilidades de ilegalidade e criticou o conselho por sua atuação tardia. "Ficamos decepcionados pois estamos trabalhando arduamente nisso há mais de um ano e só agora, quando o projeto está aprovado, vem o questionamento." Sobre o fato de o projeto não ter ido para avaliação do Consemma e tampouco para a Comissão do Ambiente, a Cohab respondeu que "trata-se de assunto regimental da Câmara". O líder do prefeito na Câmara, Professor Fabinho (PPS), disse que não há exigência legal para tais encaminhamentos.
Quanto ao Daisaku Ikeda, Hoffamnn disse que o próprio plano de manejo do parque prevê distância mínima de 200 metros e "não de 10 quilômetros, como está se afirmando". Sobre a ausência de audiências, ele afirmou que muitas reuniões foram realizadas, mas as audiências públicas serão realizadas dentro do procedimento de licenciamento das obras, por meio do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima), necessário no caso da Fazenda Nova, que tem mais de um milhão de metros quadrados.
A presidente do Consemma, Roberta Silveira Queiroz, disse que não havia recebido as respostas da Cohab oficialmente e que a parte das explicações que ouviu não rebateram por completo os questionamentos do órgão. "Vamos voltar a discutir este assunto na próxima reunião do conselho e ver os encaminhamentos possíveis." Na noite de segunda-feira, integrantes do Consemma se reuniram com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD). "O que nos colocaram foi que estava aberto um canal de comunicação a partir da ampliação do projeto."


