Técnicos da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) participam de uma audiência no Ministério das Cidades, no próximo dia 2, na qual apresentarão projetos para captação de cerca de R$ 22 milhões voltados a áreas de assentamentos precários.
Os recursos integram o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), e Londrina foi pré-selecionada, em 31 de julho, junto com outros sete municípios do Estado - Curitiba, Foz do Iguaçu, Piraquara, São Jorge do Patrocínio, São José dos Pinhais, Umuarama e Toledo. Na ocasião, o Município apresentara três propostas; a que foi pré-selecionada prevê a construção de 293 unidades habitacionais no Residencial Horizonte, na Zona Norte de Londrina. Os projetos que serão encaminhados estabelecem uma contrapartida de R$ 1,6 milhão por parte da administração municipal e compreendem também obras de galeria pluvial, pavimentação, fornecimento de água potável e rede de esgoto. A informação é do diretor-técnico da Cohab, Jonas Villar Pitz.
De acordo com o diretor, os números requisitados pela administração ao Ministério das Cidades não têm garantia de que efetivamente serão repassados - uma vez que, apesar dos projetos elaborados, Londrina se submeterá a um processo de seleção junto aos demais municípios que pleiteiam os recursos do FNHIS.
Indagado se toda a documentação dos projetos - de moradias com 30 metros quadrados que vão atender famílias de zero a três salários mínimos - ficará pronta até dia 2, Ptiz respondeu: ''Nos falta ainda o levantamento cadastral dos fundos de vale que vão passar pelo processo de recuperação ambiental, mas essa reunião é mais para que o Ministério saiba em que fase estamos em relação a essas áreas de risco e insalubres''. Segundo ele, os projetos preveem também a recuperação dos fundos de vale onde estão as famílias, a construção de uma escola, um barracão para reciclagem e a instalação de um ecoponto.
Questionado sobre quantas famílias vivem em fundos de vale em Londrina, Pitz citou dados não precisos de 2002: ''Seriam 37 pontos de ocupação irregular nos quais devem viver em torno de dois mil famílias, mas o Itedes (Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social) está nos fazendo um levantamento, para ser entregue em cinco meses, para apontar dados atualizados''.

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