Cohab e Caixa assinam hoje acordo sobre dívida
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
Telma ElorzaDe Londrina 
A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) e a Caixa Econômica Federal assinam hoje os contratos de renegociação da dívida da companhia com o banco. O acordo, fechado em fevereiro, permitiu o zeramento da dívida vencida da Cohab com a Caixa e a consequente suspensão do processo de execução, além de contemplar uma revisão dos contratos sub-rogados, que garantiu à companhia uma redução nos compromissos futuros.
A partir de amanhã (hoje), a Cohab não vai ter que fazer o retorno de R$ 1,4 milhão por mês, pois o valor foi reduzido em torno de R$ 600 mil, afirmou o presidente da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva. A assinatura do acordo será realizada às 10 horas, na sede da Cohab, entre Afonseca, o prefeito Nedson Micheleti (PT), e superintendente da Caixa, Mounir Chaowiche, além do gerente regional da área de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Vilson Willeman.
O total da dívida da Cohab com o banco era de R$ 330 milhões, sendo R$ 50 milhões vencidos e R$ 280 milhões a vencer. Com o acordo, a dívida foi reduzida em 48%, ficando zerados os compromissos anteriores e cabendo para pagamento futuro de cerca de R$ 180 milhões. Essa dívida vinha desde 1993, quando foram assinados os contratos de sub-rogados, disse Afonseca. A Cohab assumiu, naquela época, contratos com mutuários de 33 cidades, que não davam o retorno necessário. Em 96 houve uma negociação da dívida, mas conseguimos nos manter poucos meses em dia, afirmou.
Na negociação, o banco aceitou R$ 120 milhões do Fundo de Compensação e Variações Salariais (FCVS) e R$ 38 milhões referentes a recálculos e reduções dos contratos, previstos nas resoluções e circulares da Caixa e do FGTS.
Além de reduzir o valor da dívida, a Cohab também passará a ter acesso a linhas de crédito para os projetos habitacionais. Desde 1991 a Cohab não recebe nenhum recurso vinculado ao FGTS. A nossa expectativa é que, até dezembro, possamos ter mil novas unidades habitacionais em execução, afirmou. Hoje, em Londrina, estão na fila de espera para a casa própria cerca de 15 mil pessoas.
Outra vantagem que a companhia conseguiu na negociação foi que nenhum contrato assinado seja vinculado a repasse de verbas federais para a prefeitura. Anteriormente, havia este vínculo e em janeiro o município teve retido cerca de R$ 1,1 milhão do fundo de Participação dos Municípios (FPM). Agora, se por acaso a Cohab não conseguir honrar seus compromissos, a prefeitura não será prejudicada.
Mutuários também terão benefícios, de acordo com o presidente da companhia. Segundo ele, os contratos sub-rogados de outros municípios tinham prestações em torno de R$ 100 e saldo devedor com média de R$ 13 mil. A Caixa aceitou fazer reavaliação destes imóveis e cada uma das quatro mil unidades habitacionais desta categoria vão passar a ter parcelas de cerca de R$ 40, disse Afonseca.


