A Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina demitiu oito funcionários que já eram aposentados pelo INSS e que não aceitaram aderir ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) para diminuir gastos. Ainda assim, a empresa terá de encontrar meios de economizar mais R$ 43 mil mensais para fechar o caixa no azul.
As demissões entram na segunda fase do que é chamado pela Cohab de "Plano de Adequação entre Receita e Despesa". A empresa busca meios de equilibrar as contas, que fecham no vermelho em cerca de R$ 200 mil por mês. O PDV, oferecido em setembro, mirava 19 funcionários já aposentados. Com eles, a folha de pagamento da companhia tinha 72 nomes.
Porém, com baixa adesão – apenas quatro aceitaram –, as ofertas foram ampliadas de 65% para 70% de multa sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou o pagamento de 8,6 salários (inicialmente, eram oferecidos 8 salários), elevando as adesões para nove. Nos dois casos, a melhora foi de 7,5%.
As demissões já eram previstas pelo presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann, após confirmado o PDV abaixo da expectativa. Porém, a decisão foi adiada por uma semana.
Dois dos dez que não aceitaram as propostas não puderam ser demitidos porque são membros do sindicato da categoria e da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e, por isso, gozam de estabilidade.
Com os 17 que deixaram de fazer parte do quadro funcional, a economia mensal será de R$ 157,5 mil – o objetivo com as 19 demissões era que os gastos baixassem em R$ 171 mil.
Segundo informações no site da Prefeitura de Londrina, a arrecadação mensal é de R$ 2 milhões, mas os investimentos chegam a R$ 2,2 milhões.
Hoffmann afirma que a empresa terá, agora, de se adequar para eliminar os cerca de R$ 43 mil faltantes. "Ou economizamos, ou aumentamos a receita", diz.
Uma das medidas de economia foi a não renovação de contrato terceirizado que mantinha motoristas e auxiliar de serviços gerais, vencido há cerca de 30 dias. Com isso, os funcionários da companhia passaram a dirigir os veículos. "Isso inclui o presidente", diz Hoffmann. No caso dos serviços gerais, um funcionário vai passar a fazer reparos necessários.
Outra medida foi o combate à inadimplência, que chegava a 30% no início da atual gestão. Hoffmann afirma que, no último mês, os calores caíram para 10%.
A Cohab ainda tenta assumir os trabalhos técnicos-sociais pós-entrega das unidades do Minha Casa, Minha Vida. A verba é repassada para a prefeitura, que contrata o serviço. "Estamos estudando com a administração municipal como podemos assumir, mas não sabemos o quanto isso representa para o caixa", explica o presidente.

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