A primeira sessão extraordinária da semana legislativa em Londrina aprovou sem muita discussão teve apenas o voto contrário registrado por Marcelo Belinati (PP) a transformação da Companhia de Desenvolvimento da cidade (Codel) em autarquia municipal. Além da alteração jurídica, a medida proposta em substitutivo ainda extingue 26 cargos não ocupados de agentes de gestão pública, mas cria outros 16, do tipo comissionados, que gerarão um impacto anual de mais de R$ 280 mil aos cofres públicos.
Os novos cargos estabelecem um organograma composto por uma presidência (com status de secretário e salário mensal de quase R$ 6,5 mil), quatro diretorias, sete assessorias, sete gerências e quatro coordenadorias. Os servidores já pertencentes ao quadro da Codel com a autarquização passará a se chamar Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel) permanecerão sob o regime jurídico da Consolidação das Leis do trabalho (CLT), a exemplo do que ocorre na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
O projeto teve pareceres contrários das comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças e Orçamento, que apenas corrobora o parecer contrário da CCJ. No documento, a comissão assinala a ampliação do quadro de funcionários: de duas diretorias e quatro assessorias para sete assessorias, sete gerências e quatro coordenadorias. ''Como a estrutura proposta é maior do que a atual, parece-nos claro o aumento de despesa, fazendo-se necessária, portanto, a aplicação das medidas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.'' Adiante, o parecer da CCJ lembra que a extinção dos 26 cargos não representa economia, uma vez que ''sendo vagos, não se traduzem em nenhum custo ao erário''.
Já um parecer anexado ao projeto do Executivo e assinado no último dia 8 pelo secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, e pelo diretor contábil-financeiro da Prefeitura, Esdras Dias da Costa, declara que o impacto gera um incremento de despesa anual de R$ 280.781,76, mas que a criação dos novos postos não fere a LRF.
A Folha tentou falar com o diretor-presidente da Codel, Cláudio Tedeschi, ontem à tarde, mas ele não atendeu os telefonemas da reportagem. Outro celular, informado pela assessoria de imprensa da Prefeitura, estava desligado.

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