Codel vai devolver verba federal
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terça-feira, 01 de abril de 2003
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina, João Rezende, encaminhou ontem ao secretário da Fazenda, Rubens Menoli, um parecer recomendando a devolução dos R$ 250 mil repassados ao município pelo governo federal. O recurso foi concedido a Londrina em julho de 2002, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para a construção de três barracões industriais.
O prazo para utilização do dinheiro terminou no dia 15 de dezembro, e a não prestação de contas do recurso, fez com que o município fosse cadastrado como inadimplente no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). O cadastro no Siafi bloqueia o repasse de recursos federais ao município. ''Não conseguimos a prorrogação do convênio. Neste parecer, estamos orientando que seria melhor fazer a devolução dos recursos'', afirmou Rezende.
Segundo o presidente da Codel, o município assumirá a construção de um barracão industrial no Parque José Belinati. ''Vamos fazer o barracão com recursos próprios, com quatro mil metros quadrados, que vai ser utilizado pela Associação Londrinense dos Supermercados.''
Esporte - O vereador Rubens Canizares (PHS), denuciou ontem o vencimento de quatro convênios entre o Paraná Esportes e a Fundação de Esportes de Londrina, no valor total de R$ 380 mil, que teriam sido perdidos.
Segundo o vereador, os convênios que previam o repasse de R$ 30 mil, para o projeto de Tratamento Fisioterápico e Prevenção de Lesões no Esporte; R$ 250 mil para o Projeto Futuro (desenvolvimento de atividades de iniciação esportiva); R$ 50 mil para o Projeto Futsal e Ação Social e R$ 50 mil para a Primeira Copa Integração do Norte do Paraná de Futebol Infantil/Infanto, foram firmados no dia 18 de junho de 2002, e teriam vencido no dia 31 de dezembro.
O presidente da fundação, Marival Mazzio, disse vai conversar com o presidente do Paraná Esportes, Ricardo Gomide, para verificar a situação dos convênios após os 90 dias de moratória declarada pelo governador Roberto Requião (PMDB). ''No início de 2003, encaminhamos os projetos para a secretaria de Planejamento e não sabemos se eles terão ou não respaldo desse governo'', argumentou. ''A assinatura do convênio não significa que o dinheiro virá. O importante é saber se está à disposição ou não. Se houve falha, houve de quem não foi atrás em tempo hábil'', afirmou. Adalberto Pereira que antecedeu Mazzio no cargo não foi encontrado para falar sobre o assunto.


