Codel garante construção dos barracões industriais
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quinta-feira, 13 de março de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O impasse sobre a devolução ou não da verba de R$ 250 mil que a prefeitura de Londrina recebeu do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior continua, mas se o dinheiro não ficar a prefeitura pretende construir a obra da mesma forma. A verba foi repassada ao município, em julho do ano passado, para a construção de barracões industriais.
Ontem o deputado federal Alex Canziani (PTB), que viabilizou o repasse, reafirmou, que devido o término do convênio sem que a obra fosse realizada, a prefeitura terá que devolver o dinheiro corrigido à União. ''Estive com o ministro Luiz Fernando Furlan, mas ele disse que é uma questão jurídica. Se o município tivesse feito o pedido de prorrogação poderia até ter conseguido. A partir do momento que venceu o convênio não há como Londrina não devolver o dinheiro'', justificou. ''Foi uma falta de respeito com o deputado que conseguiu viabilizar o recurso, com a cidade que está necessitando de obras e empregos e, principalmente, com as pessoas que iriam trabalhar nesses barracões''.
Apesar da afirmação de Canziani, o presidente da Codel, João Rezende, disse que o convênio ainda está sendo analisado pelo departamento jurídico do ministério. ''A resposta que eu obtive do ministério ainda esta tarde, é que o assunto está na assessoria jurídica e que ainda não foi decidido. Acho estranho que o deputado esteja divulgando isso sem mesmo ter tentado prorrogar o convênio antes. Parece que ele está querendo trabalhar contra'', retrucou.
Conforme Rezende, problemas no valor do repasse e na licitação da obra prejudicaram o cumprimento dos prazos previstos no convênio. ''O ministério mandou o recurso defasado. Além disso, fizemos duas licitações e não conseguimos nem interessados. Quando uma empresa venceu a concorrência, tinha que assinar o contrato até o dia 5 de dezembro e o convênio vencia no dia 15. A Codel já estava esperando a assinatura do contrato e não pediu a prorrogação quando a empresa desistiu'', explicou.
De acordo com o presidente da Codel, mesmo que o município tenha que devolver os recursos, o projeto dos barracões industriais será concluído. ''Como o convênio representa apenas 30% do total da obra, está decidido que se tivermos que devolver o dinheiro, vamos reformular o projeto e idealizá-lo com recursos próprios'', adiantou.


