Curitiba - A concessionária Econorte irá se reunir com a direção do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para tentar manter sua praça de pedágio em Jacarezinho. Uma portaria do Ministério de Transportes considerou ilegal a transferência da praça, originalmente instalada em Cambará (22 km a noroeste de Jacarezinho), pela ausência de um processo licitatório. A transferência foi autorizada por um acordo firmado entre a Econorte e o governo Jaime Lerner (PSB) em 2000.
Ao saber da portaria, o DER notificou a Econorte para que no prazo de dez dias suspendesse a cobrança na praça de Jacarezinho e retomasse as atividades na praça de Cambará. A praça de Jacarezinho tem um volume de tráfego maior do que a de Cambará porque está localizada próximo ao entroncamento da BR-369 com a BR-153. O ofício do DER também determina que nesses dez dias a Econorte encontre uma maneira para isentar da cobrança os veículos que são oriundos dos trechos da BR-153, que não são atendidos pela concessionária.
Segundo o presidente regional da Associação Brasileira das Concesisonárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, a Econorte tentará apresentar ao DER a inconveniência da transferência. ''Com a diminuição do fluxo de veículos, pode se criar um desequilíbrio que irá comprometer a situação financeira da concessionária. Isso vai acabar resultando num reajuste na tarifa para cobrir esse déficit'', afirmou Chiminazzo.
Dificilmente, porém, o pleito da Econorte deverá ser acatado pelo DER, que há mais de um ano luta contra as concessionárias pela redução do preço das tarifas. ''Mesmo sabendo que podem haver dificuldades, vamos buscar a reconsideração do DER dentro da linha de respeito que temos com as autoridades. Caso não tenhamos sucesso, porém, a Econorte irá tomar as medidas judiciais cabíveis para manter o acordo feito com o governo anterior, que à época foi homologado pelo DER e pelo próprio Ministério dos Transportes'', completou Chiminazzo. (R.S.)

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