Cobrança do PP expõe racha na oposição
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segunda-feira, 04 de maio de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cobrança do PP por uma definição do PSDB em relação às eleições de 2010 acabou gerando ontem um mal-estar entre os tucanos. O presidente do PP no Paraná, deputado federal Ricardo Barros, pede que o PSDB se decida logo entre o apoio à candidatura de Osmar Dias (PDT) para o governo do Estado ou a candidatura própria, quando tanto Beto Richa (PSDB) quanto Alvaro Dias (PSDB) são cotados para a disputa. ''Ele (Barros) que cuide do seu partido, porque nós cuidamos do nosso'', alfinetou o líder da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, endossado pelo presidente do PSDB no Estado, deputado estadual Valdir Rossoni.
O ''desabafo'' dos líderes tucanos, que no passado já haviam anunciado que não têm pressa em definir nomes para 2010, pode significar a primeira ''rachadura'' da chamada frente oposicionista que reúne, além de PSDB e PP, PDT, DEM e PPS. ''Temos consciência da importância de manter o grupo unido. Mas não é o Ricardo Barros quem vai definir as regras. Não temos prazo para definir candidatos. A escolha vai surgir no momento oportuno'', disse Traiano.
Rossoni também sinalizou que apesar de o PP pertencer ao bloco da oposição no Estado, sua proximidade com o PT na esfera nacional revela um cenário que deve ser levado em consideração nas costuras regionais. ''Ele (Ricardo Barros) é vice-líder do governo federal e não tem que dar pitaco aqui. Nós já elegemos o PT como nosso adversário. O Ricardo Barros só tem direito de pedir alguma definição para o PT'', afirmou Rossoni.
Tese levantada por defensores de Osmar Dias para encabeçar a frente de oposição considera que a ausência de uma posição pública por parte do PSDB prejudica quem já se lançou na disputa, caso do pedetista. Barros voltou a cobrar ontem uma posição do PSDB inclusive porque a legenda já estaria dando sinais de que ''está em campanha eleitoral''. ''Osmar Dias e Beto Richa estão percorrendo todo o Estado. Mas nada está sendo feito em nome da aliança. Se o Osmar for esperar até a convenção, ele não conseguirá conduzir o processo'', argumentou Barros.
O presidente estadual do PP foi cobrar novamente uma posição dos tucanos com base numa pesquisa quantitativa encomendada pela legenda. Os números levados por Barros revelam que, numa eventual disputa entre Beto e Osmar, o tucano ficaria cinco pontos na frente do pedetista. Por outro lado, Osmar lidera em dez cidades do interior, enquanto Beto estaria forte na Região Metropolitana de Curitiba, no Litoral e em Ponta Grossa.


