A CNT de Londrina foi notificada ontem pela delegacia do Ministério do Trabalho em Londrina para efetuar o recolhimento do FGTS em atraso, além de outras pendências trabalhistas. Há duas semanas, os fiscais estão fazendo uma verificação na contabilidade da empresa. Apesar de o subdelegado do Ministério do Trabalho, Dorival Arantes, ter confirmado que a fiscalização foi encerrada ontem, ele não soube informar detalhes dos resultados. ‘‘Ainda não recebi o relatório do fiscal’’, alegou.
Mas em caso de não recolhimento de FGTS é de 1.600 Ufirs por funcionário. A Folha apurou que a TV em Londrina tem cerca de 60 funcionários. Se o FGTS de nenhum deles estiver sendo recolhido, a multa pode chegar a R$ 10,2 mil. O denunciante sobre a falta de recolhimento foi o jornalista João Carlos Oberhauser, que deixou a emissora há cerca de dois meses e saiu frustrado da tentativa de sacar o fundo. ‘‘Eu tinha direito a uns R$ 8 mil, mas só havia uns R$ 600 na conta’’, reclamou.
Ele já está acionando a emissora na Justiça para tentar receber cinco férias e também horas extras. A multa por excesso de jornada, segundo o Ministério do Trabalho, pode variar de R$ 2 mil a 6 mil por pessoa. A Folha tentou falar com a direção da TV em Londrina, mas não obteve retorno. O proprietário da emissora, deputado federal José Carlos Martinez (PTB), também não retornou as ligações. Ele é presidente nacional do PTB, partido de Getúlio Vargas, responsável pela Consolidação das Leis Trabalhistas que introduziu no País o FGTS, além do salário mínimo e os benefícios trabalhistas.

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