CNJ e CPI na AL miram falências judiciais
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de junho de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - No dia em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou uma nova correição no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, com o objetivo de apurar irregularidades em varas de falência, a Assembleia Legislativa (AL) autorizou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada para o mesmo tema. Ontem, o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), determinou que os líderes partidários indiquem representantes de seus partidos para compor a CPI, que terá onze membros.
A presidência deve ficar com o deputado Fábio Camargo (PTB), autor do pedido, como é de praxe na Assembleia. Ele é filho do atual presidente do TJ, Clayton Camargo, e presidiu em 2011 a CPI das Falências. Na época, Fábio Camargo dizia que a comissão foi criada "para investigar a nomeação de amigos e parentes de juízes e desembargadores para as massas falidas mais lucrativas do Estado". Depois de seis meses de apuração, ela foi suspensa judicialmente após o TJ entender que a CPI "não tinha poderes para investigar desembargadores".
As investigações interrompidas foram enviadas ao CNJ e, quando o atual corregedor, Francisco Falcão, esteve em Curitiba para inspecionar o Tribunal de Justiça, foram reapresentadas a ele. Fábio Camargo deve comandar, segundo o documento de instalação, eventuais "procrastinações" na administração de massas falidas. Os "síndicos" desses processos, segundo o parlamentar, arrastariam os processos de falência por dez anos ou mais, período em que movimentam os valores sem a devida prestação de contas.
A nova correição do CNJ vai investigar os dados levantados pela CPI das Falências de 2011 e outras denúncias feitas peal Procuradoria Geral da República (PGR) diretamente ao Conselho Nacional de Justiça.


