CNI quer aprovação da 2ª geração de reformas
CNI quer aprovação da
2ª geração de reformas
Em almoço na Confederação Nacional da Indústria (CNI), os representantes do setor produtivo pediram aos parlamentares a aprovação da segunda geração de reformas constitucionais, especialmente as reformas tributária e da legislação trabalhista, definidas como prioridades do setor. A CNI entregou ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a Agenda Legislativa da CNI para 1998 - a relação de 124 propostas que, se aprovadas, interferirão no funcionamento da indústria. Se o governo quiser, e nós insistirmos, teremos condições de concretizar esta reforma (tributária), disse Temer. Ele afirmou que, mesmo sendo um ano eleitoral, após 4 de outubro e até o final do ano, muito é possível realizar.
Os 124 projetos selecionados pelos empresários foram destacados das 1.860 propostas de interesse do setor industrial em tramitação no Congresso. Segundo o presidente da CNI, senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), como representante de segmentos específicos da sociedade a organização tem a missão de contribuir decisivamente para a formação da vontade do parlamento na elaboração de leis eficientes, que correspondam às necessidades da população e à realidade de um País em desenvolvimento.
A curto prazo, os empresários querem a aprovação e a entrada em vigência das reformas da Previdência e administrativa. Apesar de merecerem novos aperfeiçoamentos no futuro, estas reformas oferecem ao Estado mecanismos suficientes para iniciar a retomada do equilíbrio das contas públicas nas três esferas de governo, diz o texto da CNI.
Os dirigentes empresariais também pretendem conseguir que o Congresso aprove a ampliação dos prazos para apuração e recolhimento dos tributos; a participação dos trabalhadores nos lucros e resultados das empresas; o estatuto da microempresa e da empresa de pequeno porte e os programas de financiamento vinculados à exportação e Fundo de Garantia à Exportação. Na legislação ordinária, a CNI apoiará projetos para a redução do Custo Brasil e de políticas ambientais comprometidas com o desenvolvimento sustentável.
O levantamento da CNI revela que das 124 proposições (entre propostas de emenda à Constituição, projetos de lei ordinária, projetos de lei complementar e medidas provisórias), 26 são de autoria do Poder Executivo. O deputado Paulo Paim (PT-RS), autor de 13 propostas, foi o que apresentou mais projetos incluídos na agenda. No Senado, o primeiro lugar é do presidente Fernando Henrique Cardoso, autor de três propostas quando exercia o mandato de senador (até 1992). (AE)





