CNI critica projeto contra a pobreza e mais impostos
Agência Estado
Do Rio
O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, criticou ontem o projeto de combate à pobreza lançado pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Segundo ele, a solução da questão é o crescimento econômico e não a criação de fundo destinado ao combate e à erradicação da pobreza.
Essa história de fazer assistencialismo através de medidas tópicas não funciona, ressaltou. O dirigente contestou a eficácia do projeto, afirmando que a simples criação de um fundo não resolve o drama dos pobres no Brasil. Ferreira ponderou que o Brasil precisa investir na retomada do desenvolvimento econômico, fator fundamental para que o País possa diminuir a taxa de desemprego nos próximos meses.
Outro ponto importante é a aprovação das reformas constitucionais, como a tributária e a do Judiciário e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ele, a superação das dificuldades econômicas vai depender da velocidade com que o Congresso trate as discussões em torno das reformas este ano. É melhor investir em reformas do que ficar procurando novos impostos para lançar, afirmou. Chega de criar-se imposto no Brasil; se isso fosse bom, não teria esse nome.
Ele lembrou que um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo revelou que o Brasil teria mais 2,6 milhões empregados se essas três reformas tivessem sido aprovadas pelo Congresso.





