Brasília - O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Majella, reconheceu ontem o apoio da Igreja, por meio das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), à expansão do Partido dos Trabalhadores no País, nos anos 1980. Ele evitou críticas ou qualquer mea-culpa aos grupos católicos considerados ''progressistas'', especialmente num momento em que a conduta ética do PT é questionada até por setores da esquerda.
Dom Geraldo sugeriu que a manifestação política de padres e bispos à época não deve se repetir, independentemente de candidatos e partidos. ''O importante é que nós, como Igreja e bispos, não podemos apoiar candidatos e partidos que confiamos ou acreditamos'', afirmou.
Ele disse que a CNBB marcou presença na divulgação do partido do então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva nas cidades brasileiras. ''Certamente, essa participação não é de agora, e essa vontade de colaborar houve também por parte da CNBB'', salientou.
Dom Geraldo observou, no entanto, que a manifestação política individual de representantes de grupos religiosos ligados a entidades como a conferência, é livre. O que não pode ocorrer, segundo o presidente da CNBB, é o suporte das organizações a candidatos e legendas. ''Não podemos impedir que nossos grupos se pronunciem politicamente no campo local'', disse.

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