O Padre Alfredo José Gonçalves, assessor da Pastoral Social da CNBB, um dos encarregados da coordenação nacional do plebiscito sobre as dívidas externas e interna, negou que haja uma divisão na Igreja em relação ao plebiscito, patrocinado pela CNBB, sindicatos e organizações não-governamentais. ‘‘Não há divisão porque a adesão ao plebiscito é espontânea e existe a liberdade para quem quiser ou não aderir’’, afirmou.
Segundo Padre Alfredo, apenas a Arquidiocese do Rio de Janeiro, comandada pelo cardeal dom Eugênio Salles, preferiu não aderir ao plebiscito. ‘‘Agora quem não aderiu ao plebiscito não comunicou à CNBB’’, observou. Ele disse que a CNBB não pode ser responsabilizada pelo uso político e eleitoral do plebiscito. ‘‘A posição da CNBB é que não podemos conviver com um país tão rico e tão pobre ao mesmo tempo e, daí, esse movimento social e ético.’’

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