CNBB critica uso de temas católicos nas campanhas
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Agência EStado De Brasília 
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jayme Chemello, condenou ontem a exploração de temas católicos nas campanhas eleitorais, como vem ocorrendo em Fortaleza e em São Paulo, e taxou de indigna e vergonhosa a proposta defendida por congressistas e pelo presidente Fernando Henrique Cardoso de reajustar para R$ 180 o valor do salário mínimo a partir de 2001. Chemello afirmou que o aumento deve atender às necessidades básicas do trabalhador, como prevê a Constituição.
Em Fortaleza, o uso de temas católicos vem sendo feito pelo prefeito Juracy Magalhães (PMDB), candidato à reeleição. Ele usa a imagem de Nossa Senhora para pedir aos eleitores que não votem no candidato do PC do B, Inácio Arruda. Em São Paulo, Paulo Maluf (PPB) aproveita o fato de a Igreja Católica ser contra o aborto e a união civil de homossexuais para atacar a petista Marta Suplicy.
Se é na minha diocese, eu desautorizo, disse Chemello, acrescentando que a Igreja não pode servir de palanque. Pressionado sobre sua opção de voto em São Paulo, o bispo se recusou declinar sua preferência, mas perguntou ironicamente: Você acha que eu tenho cara de quem vota em Maluf?
O bispo defendeu uma renovação do comando do País. Disse que o Brasil vai mudar quandos as mulheres mandarem. Para ele, as mulheres são mais sensíveis com os problemas e, por isso, segundo o bispo, poderiam realizar boas administrações.


