Patrícia Zanin
De Londrina
Representantes da CNBB no Paraná que trabalharam pela coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular de combate à corrupção eleitoral estão confiantes em sua aprovação pelo Senado. A proposta foi aprovada anteontem na Câmara. Para valer para as eleições do próximo ano, o projeto tem que ser sancionado pelo presidente Fernando Henrique e publicado no ‘‘Diário Oficial da União’’ até o dia 30.
‘‘Não acreditamos que o Senado apresente emendas e isso fará com que o projeto vá direto para a sanção do presidente’’, disse ontem o advogado Marino Galvão, de Curitiba, que coordenou a coleta de assinaturas no Paraná. Ele já considera uma vitória a aprovação da proposta pela Câmara. ‘‘É uma lição de cidadania para os brasileiros’’.
Galvão lembrou que o Paraná conseguiu 90 mil assinaturas para o projeto, que teve a adesão de mais de 1 milhão de eleitores. São Paulo ficou em primeiro lugar, com cerca de 200 mil assinaturas, seguido de Minas Gerais, com 130 mil.
Proporcionalmente, o Paraná teve o maior número de adesões, segundo Galvão. A expectativa era conseguir 60 mil assinaturas – o equivalente a 1% dos 6 milhões de eleitores do Estado.
Ele admite que, vencida a batalha para aprovar a proposta para punir a corrupção eleitoral, será necessária começar outra: desta vez, para garantir seu cumprimento junto à Justiça Eleitoral.
O secretário-geral da CNBB no Paraná, padre Carlos Alberto Chiquim, disse o povo pretende cobrar da Justiça o cumprimento da lei, que permite rapidez na cassação do registro da candidatura de quem comprar votos do eleitor. ‘‘Nosso sonho está se tornando real e mostra que valeu a pena todo esforço de norte a sul do Brasil’’.

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