Imagem ilustrativa da imagem CMTU volta atrás e suspende aumento de salários de diretores
| Foto: Devanir Parra/CML/Imprensa



A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) voltou atrás e suspendeu o aumento de salário para a presidência e para diretores nesta segunda-feira (18). A decisão veio depois que o OGPL (Observatório de Gestão Pública de Londrina) contestou, na sexta-feira (15), a moralidade do reajuste, que chegou a 14,5% para o diretor-presidente, Marcelo Cortez, e a 34% para os diretores, e anunciou que iria analisar a legalidade do ato.

Para ter validade, o reajuste da diretoria e da presidência precisa ser autorizado pela Assembleia de Acionistas da CMTU antes e ser reiterado pelo Conselho de Administração – cuja nova diretoria assumiu no fim de abril. Com o aumento, os salários dos diretores saltaram de R$ 11 mil para R$ 15 mil e o do presidente, de R$ 16,6 mil para R$ 19 mil. A suspensão já vale para os vencimentos de junho, conforme nota enviada pela CMTU.

A majoração foi questionada pelo OGPL por ser muito acima da inflação. O Observatório também pretendia oficiar nesta segunda-feira a CMTU para obter documentos que comprovem a legalidade do ato. "Mas, independente desta análise mais profunda, a gente [OGPL] entende que não caberia esse aumento, porque é inoportuno, numa situação de crise do país", disse na sexta-feira Roger Trigueiros, presidente do órgão de fiscalização popular.

Na semana passada, a CMTU justificou, também por meio de nota, que a nomeação de cargos comissionados é subordinada à Lei das Estatais, que obriga que o detentor tenha conhecimentos técnicos na área, e que o reajuste levou em consideração valores pagos nas outras companhias públicas do município. "Convém sobrelevar que a readequação levou em consideração o momento econômico da CMTU e sua capacidade de pagamento", afirmava o documento.

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