CMTU vai contratar novo estudo sobre saneamento
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Embora tenha recebido nesta semana a proposta da Sanepar para a renovação do contrato de prestação de serviços de água e esgoto em Londrina as contratações emergenciais ocorrem há dez anos , o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) deve decidir o que fazer apenas no ano que vem. Ele encomendou à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) um estudo de viabilidade econômico-financeira das três possibilidades debatidas até aqui: renovação com a Sanepar, que é uma empresa composta por capital público e privado, sob o controle do governo do Estado, municipalização do serviço ou abertura de licitação para que outras concessionárias possam disputar o mercado londrinense.
A CMTU confirmou ontem que vai contratar, por meio de licitação, uma instituição capaz de realizar o estudo, que chegou a ser iniciado na gestão passada. O presidente da companhia, Carlos Alberto Geirinhas, afirmou que o objeto será semelhante ao do contrato com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), rompido no final do ano passado. "É talvez o documento mais importante da história do saneamento que vai ser elaborado em Londrina", defendeu Geirinhas. Ele não soube dizer qual a previsão de custo do estudo a ser encomendado.
A FGV chegou a receber R$ 50 mil da CMTU, referente ao Plano de Trabalho, primeira etapa do levantamento. Mas, alegando falta de recursos para bancar a totalidade do estudo R$ 595 mil , o ex-presidente da companhia londrinense Octávio Cesário Pereira rompeu o contrato em dezembro de 2012. Não houve licitação, na época, para a contratação da FGV.
Geirinhas informou que tomou conhecimento "em linhas gerais" da proposta feita pela Sanepar. "Não sei dizer se essa oferta feita pela empresa é boa ou ruim. Afinal, para negociar a respeito de algo, é preciso conhecer esse algo. É isso que vamos buscar com o estudo." Com o levantamento serão apurados ativos e bens reversíveis da Sanepar em Londrina, quais seriam os custos para uma eventual municipalização e se isso exigiria ressarcimento em favor da Sanepar.
O presidente da CMTU defende a conclusão de duas ações principais antes de o município decidir sobre a renovação com base na proposta da estatal. Além do estudo de viabilidade, o presidente da CMTU também quer a criação da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Londrina (Arselon), cujo projeto de lei, do Executivo, ainda não chegou na Câmara de Vereadores. "Creio que a criação da agência deve ocorrer até o final do ano, dependendo do andamento na Câmara, mas o estudo é algo mais demorado. Um trabalho de auditoria desse nível não deve ser concluído em menos de quatro meses."


