CMTU precisa de novo aporte, diz presidente
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de fevereiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Carlos Alberto Geirinhas, afirmou ontem que a empresa de economia mista vai precisar de aporte financeiro novamente este ano, a exemplo do que ocorreu em 2013. O presidente não revela quanto será necessário, mas já deixou a administração municipal avisada para não repetir o trâmite no afogadilho.
Em outubro do ano passado, os vereadores aprovaram, em uma semana, a transferência de R$ 10,8 milhões do Fundo de Urbanização de Londrina (FUL) para a companhia. À época, Geirinhas foi à Câmara convencer os vereadores da necessidade para pagar salários de servidores e concluir licitações para capina e roçagem de mato, a fim de evitar possível epidemia de dengue no início de 2014.
Neste ano, Geirinhas diz que já avisou a administração municipal e o conselho administrativo da CMTU para não repetir os prazos críticos. "No ano passado, em junho já sabíamos da necessidade, mas foi empurrado com a barriga e ficou para os 45 minutos do segundo tempo", compara.
Porém, neste ano, a Câmara já deu indícios de que será menos tolerante com a prefeitura em relação à solução dos problemas da cidade e à votação de projetos em cima da hora. O modo como foi feito o aporte, aliás, é usado como exemplo do que não será aceito e a aplicação dos recursos transferidos é questionada pelos parlamentares este ano.
Cortes e mais serviços
Geirinhas afirma que, quando a CMTU entregou seu orçamento para 2014, já havia cortado vários gastos, mas três novos serviços vão onerar a empresa este ano.
Dois desses gastos novos têm relação com a destinação do lixo. O primeiro é o investimento no tratamento do chorume, o que ainda está sendo cotado. "É algo que nunca foi feito antes em Londrina", diz. O segundo, que deve custar entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, é a abertura da quarta vala para aterro sanitário.
O terceiro é a contratação de uma empresa para fazer o levantamento contábil financeiro da Sanepar, para embasar os próximos passos do serviço de abastecimento de água em Londrina. De acordo com Geirinhas, é necessário saber o quanto a empresa investiu em prédios e infraestrutura e quanto a empresa lucrou, para ter ideia se vale a pena para o município assumir o serviço, se mantém a concessão ou abre nova licitação. O custo do estudo deve ficar em R$ 600 mil.


