O debate levantado na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara de Londrina sobre a necessidade de novo aporte para a CMTU, no valor de R$ 7,5 milhões, tornou-se em uma análise da empresa de economia mista, que demonstra-se deficitária, pelo menos, desde 2003. O presidente da CMTU, José Carlos Bruno, não esteve presente à reunião. Nos últimos 12 anos, a companhia recebeu 20 aportes de recursos da Prefeitura de Londrina, sua principal acionária, no valor total de R$ 52,8 milhões. Todos os repasses foram aprovados pela Câmara. Somente nos dois primeiros anos da gestão de Alexandre Kireeff (PSD), foram aprovados três aportes no total de R$ 26,4 milhões.
Membro da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Vilson Bittencourt (PSL) solicitou a presença de representantes da companhia e da prefeitura depois de atuar como relator do projeto de lei na Comissão de Justiça e Redação. Segundo ele, se a complementação ocorre todos os anos, o correto seria elaborar melhor a previsão financeira da companhia.
Segundo a equipe técnica da administração, não há previsão orçamentária suficiente para contemplar todas as necessidades de todas as pastas. "Nós elencamos prioridades", diz o secretário de Planejamento, Daniel Pelisson. Ele afirma ainda que a principal fonte de renda, a contribuição para a coleta de lixo, fica bem abaixo do que é necessário – no ano passado, o descompasso entre os gastos com o serviço e a arrecadação foi de cerca de R$ 15 milhões. (Luís Fernando Wiltemburg/Reportagem Local)

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