CMTU pode romper contrato de varrição
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
A diretoria e o setor jurídico da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina está reavaliando o contrato de varrição firmado emergencialmente em outubro com a Ebepec, do empresário Faiçal Janani. O contrato pode ser rompido antes do prazo final, em janeiro, porque a empresa foi novamente notificada - na última semana - para readequação dos serviços.
O contrato firmado entre CMTU e Ebepec é para varrição das ruas do quadrilátero central, mas é a segunda notificação que a empresa recebe desde que o contrato foi assinado. A primeira notificação é de 18 de outubro, dois dias depois da assinatura do contrato. Na ocasião, a empresa justificou que, por conta do acúmulo de lixo, não houve tempo hábil para fazer a varrição de todas as ruas da região. Questionado pela reportagem se havia a possibilidade do rompimento do contrato, o diretor administrativo financeiro da CMTU, Alexander Farias Fermino, alegou que ''se o serviço for feito fora dos parâmetros dos contratos sim''.
''Agora estamos esperando a resposta da empresa à nova notificação, do dia 23, porque eles têm direito à defesa. Mas tudo está sendo analisado de forma criteriosa'', acrescentou o diretor. O valor do contrato com a Ebepec é de R$ 129 mil mensais. ''Ainda não temos como saber como será os termos de um novo contrato se rompermos esse, mas em dezembro pretendemos lançar o edital para contratação por licitação de uma empresa'', finalizou.
O empresário Faiçal Janani minimizou o caso. Segundo ele, notificação em contrato é algo ''corriqueiro''. ''Eles estão notificando o relativo a uma gota em um oceano. Às vezes o serviço fica mal feito, e somos notificados para fazer novamente, é muito corriqueiro'', afirmou. O empresário alegou ainda que não teme a rescisão do contrato porque a CMTU não teria amparo legal. ''Só se houvesse descumprimento do contrato, o que não está acontecendo.''


