CMTU penaliza envolvidos em cancelamento de multas
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Foi encerrado na última sexta-feira o processo disciplinar instaurado em agosto pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) envolvendo dois agentes e quatro funcionários que ocupavam cargos comissionados da companhia, entre eles o ex-diretor de Trânsito Wilson Santos de Jesus, que continua em função de confiança ocupando o cargo de diretor de Transportes. Quatro funcionários foram penalizados, mas os nomes e as penas ainda não foram revelados.
Eles foram acusados por uma sindicância de cancelamentos indevidos de multas de trânsito. A investigação interna começou em março - depois que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fez operação de busca e apreensão na CMTU para investigar autos de infração cancelados.
Os investigados têm cinco dias para apresentar recurso. O prazo termina nesta sexta-feira e, entre segunda e terça-feira, a companhia terá uma decisão final sobre a situação dos investigados.
Segundo o presidente da companhia, Octávio Cesário Pereira Neto, foram aplicadas penas a quatro investigados. ''Um conseguiu provar sua inocência'', adiantou, sem revelar nomes. O sexto envolvido exonerou-se logo no início do processo. ''As penas variam. Algumas são mais leves e outras não'', disse o presidente, afirmando que ninguém seria ''protegido''. ''Depois do prazo de defesa, a decisão de aplicar penas caberá à CMTU, ou seja, ao presidente, e não vou proteger ninguém.''
À exceção de Jesus, os outros cinco funcionários da companhia já respondem a processo por crime de falsificação de documentos públicos, que tramita na 2 Vara Criminal de Londrina. São réus Maria de Socorro dos Anjos Silva (que era a coordenadora de Fiscalização de Trânsito), Rogério Duque de Oliveira (coordenador administrativo), Maurício Teixeira dos Anjos coordenador de Fiscalização de Comunicação Visual) e os agentes de trânsito Eduardo Brazão Pereira e Leandro da Silva Crepaldi (que demitiu-se).
Já as irregularidades atribuídas a Jesus foram levantadas pela comissão de sindicância, que concluiu os trabalhos em agosto. Segundo a sindicância, ele teria se beneficiado de multa cancelada sem motivos após ter o próprio veículo autuado em 2008; não teria adotado medidas sobre cancelamentos indevidos quando alertado por subordinados; e teria prestado informações falsas para beneficiar um dos investigados (Maurício Teixeira). A comissão recomendou a demissão de Jesus e dos outros envolvidos. Jesus nega as acusações e os outros investigados ainda não se pronunciaram sobre as denúncias.


