O presidente da Companhia Municipal de Transporte e Trânsito (CMTU), Gustavo Santos, garante que não houve irregularidades no pagamento das rescisões trabalhistas para funcionários que ocupavam cargos em comissão e que eram ligados ao prefeito cassado, Antonio Belinati. Somente em outubro foram demitidos quatro belinatistas que ocupavam cargos comissionados na companhia. ‘‘Aqui ninguém faz acerto e sim rescisões trabalhistas. A CMTU não beneficiou ninguém, só pagou o que é de direito’’, garantiu.
Santos disse ainda que não há coincidência no fato dessas demissões ocorrerem próximo ao final do mandato iniciado por Belinati e que está sendo concluído por Jorge Scaff (PSB). ‘‘Haveria alguma situação curiosa se todos fossem demitidos no dia 31 de dezembro, no apagar das luzes’’, justificou. Segundo ele em 20 de março deste ano a CMTU realizou 11 demissões e mais quatro pessoas foram demitidas de junho a agosto. ‘‘Em 18 de junho demitimos a Sílvia Saadjian (que hoje trabalha na AMA), ela era ligada ao Belinati e ninguém falou nada’’, argumentou.
Segundo Gustavo Santos, a CMTU está fazendo as demissões para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e cobrir os 12% de reposição salarial concedidos aos funcionários da companhia. ‘‘Nós estamos dizendo de onde virão esses recursos, virão dos cargos comissionados’’. Santos diz ainda que a CMTU não pode emprestar recursos para a administração direta, que enfrenta dificuldades para pagar o salário e o 13º dos servidores. ‘‘A CMTU arrecada para sua sobrevivência e não para a Prefeitura’’, argumentou.
Mas na opinião do diretor do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Gláudio Renato de Lima, a CMTU poderia emprestar dinheiro à prefeitura para ajudar na folha de pagamento. ‘‘Como a prefeitura pegou antecipação de lucro da Sercomtel?’’, questionou. Lima disse ainda que o sindicato está analisando a legalidade das indenizações pagas aos ocupantes de cargos comissionados.

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