Apesar de intensa negociação, a líder do Executivo na Câmara de Londrina, vereadora Márcia Lopes (PT) não conseguiu, ontem à tarde, a maioria de votos favoráveis para entrar com pedido de urgência para votação do projeto de lei nº 55/2003. Este projeto autoriza a transferência de R$ 4,8 milhões, destinados aos precatórios para pagamento dos serviços contratados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). ''Faltaram assinaturas de dois vereadores'', disse ela.
O impedimento foi provocado pela falta de assinatura dos integrantes da Comissão de Justiça, Legislação e Redação - vereadores Beto Scaff (sem partido) e Flávio Vedoato (PSC) - no parecer encaminhado pela Comissão de Finanças e Orçamento, que inclui em emenda modificativa apenas o termo ''interferência financeira''. Scaff disse que não houve nenhuma manobra política para demonstrar a força dos vereadores descontentes. ''Recebi o parecer agora. Quero tempo para analisar'', afirmou Scaff.
Antes de os vereadores discutirem os projetos de lei em pauta, o presidente da CMTU, Wilson Sella, e o secretário municipal da Fazenda, Rubens Menolli, explanaram os contratos com as empresas de limpeza terceirizadas e dados comparativos sobre antes e depois da contratação. ''Em julho de 2001, a coleta de lixo e o aterro consumiam R$ 800 mil/mês. Hoje, aterro, coleta, limpeza do Lago Iguapó e coleta do lixo reciclado custam R$ 710 mil/mês'', explicou.
Outra emenda a este projeto de lei deverá ser apresentada depois da primeira votação para que não seja retirada de plenário. O vereador Sidney de Souza (PTB) vai propor a troca do crédito dos precatórios pela dotação de R$ 22 milhões, do governo do Estado para aplicação em obras de asfaltamento nos bairros da cidade. ''A princípio, Sella só precisa de R$ 4,8 milhões'', destacou ele.
O secretário da Fazenda, Rubens Menolli, disse que ''não vê problemas na emenda de Souza'', mas informou que ''já foram autorizados cerca de R$ 5 milhões da dotação do governo do Estado para asfaltamento de ruas nos bairros Catuaí e São Jorge em Londrina'' e fez a ressalva ''é difícil que o governo mande tudo este ano''. Por isto defendeu o uso da dotação dos precatórios. ''Estes estão sendo negociados e poderá até sobrar uma pequena diferença''.

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