A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) publicou um edital de quase R$ 50 milhões para a implantação, operação e manutenção de radares em Londrina. A licitação já havia sido lançada em abril de 2025, mas o processo foi suspenso pela companhia, que alegou necessidade de “ajustes técnicos” no edital.

O contrato anterior dos equipamentos de fiscalização eletrônica foi assinado em 2020 e, após uma série de aditivos, venceria em 31 de maio de 2025. Como a licitação acabou sendo suspensa à época, o contrato foi prorrogado por mais um ano, com previsão de encerramento em 31 de maio de 2026.

As propostas poderão ser apresentadas a partir das 8h desta quinta-feira (21) até as 8h30 do dia 8 de junho. A abertura e o julgamento das propostas estão marcados para as 9h do mesmo dia, pela plataforma da Bolsa de Licitações do Brasil. O critério de julgamento será o menor preço global.

Do total previsto, 86 faixas serão atendidas por radares fixos voltados à fiscalização de excesso de velocidade, trânsito em faixa exclusiva de transporte público e permanência do veículo fora da faixa a ele destinada. Esses equipamentos deverão ser instalados em 41 locais, ao custo máximo de R$ 26 milhões ao longo dos cinco anos de contrato.

Outras 75 faixas receberão radares fixos mistos, que também poderão fiscalizar parada sobre a faixa de pedestres, avanço de sinal vermelho e conversões ou retornos proibidos. Esse segundo grupo está previsto para 30 locais, com valor máximo de R$ 23,2 milhões em 60 meses. O contrato totaliza R$ 49,2 milhões em cinco anos.

O edital prevê, portanto, 71 locais com equipamentos de fiscalização eletrônica, número que consta na relação inicial dos pontos de instalação dos radares elaborada pela CMTU em fevereiro de 2026. A companhia, contudo, afirma que a nova licitação manterá 70 radares em operação no município.

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Os equipamentos deverão contar com tecnologia OCR, usada para leitura automática de placas, além de sistema para registro, armazenamento, processamento de provas de infrações, geração de dados estatísticos e transmissão remota das informações. O edital também prevê o fornecimento de sistema de análise e monitoramento, com possibilidade de integração ao projeto de Cidades Inteligentes, o Smart City, em desenvolvimento no município.

“A contratação desse serviço é estratégica para a gestão de trânsito em Londrina, alinhando-se às melhores práticas nacionais e internacionais de segurança viária. A fiscalização eletrônica não é apenas punitiva, mas estratégica para uma mobilidade mais segura e eficiente, pois além de salvar vidas, contribui para um trânsito mais seguro, trazendo redução de gastos públicos com vítimas de sinistros de trânsito”, diz o estudo técnico.

Em nota encaminhada à FOLHA, a CMTU afirmou que o novo contrato terá validade de cinco anos e que não há previsão de aumento no número atual de radares em operação no município. Desde o ano passado, alguns equipamentos foram desativados. No início de 2025, eram 78 radares em funcionamento.

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