CMTU garante emprego a funcionários da Visatec
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O diretor-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), Paulo Renato Carvalho, comprometeu-se ontem a garantir o emprego dos 140 funcionários da Visatec que correm o risco de ficar desempregados com o término do contrato de terceirização dos serviços de capina e roçagem de áreas públicas e urbanizadas de Londrina.
Em reunião com membros da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Feaconspar), do sindicato que representa a categoria e uma comissão formada por trabalhadores da Visatec, Carvalho afirmou que os trabalhadores serão contratados pela empresa que vier a assumir o serviço. O compromisso foi selado informalmente, mas o diretor-presidente da CMTU acredita que, seja qual for a empresa contratada, não haverá dificuldade na absorção da mão-de-obra. ''Os trabalhadores já estão treinados para o serviço'', disse.
Na manhã de ontem, diretores e empregados da Visatec concentraram-se em frente à CMTU para pressionar os dirigentes do órgão a decidirem sobre as consequências do final do contrato. ''A Visatec sabia que o contrato não poderia ser prorrogado e deveria ter preparado os trabalhadores'', criticou o diretor-presidente da CMTU.
Após a reunião, o presidente da Feaconspar, João Gerônimo, orientou os trabalhadores a retornarem para a sede da Visatec e ficarem à disposição para outros serviços. ''O objetivo da Federação é defender os trabalhadores. Como a CMTU se comprometeu a manter os empregos, estamos saindo da briga'', disse. Ele ressaltou também que o sindicato vai acompanhar as possíveis recisões de contrato para garantir o respeito aos direitos dos funcionários.
A gerente de contratos da Visatec, Karina Jannani, afirmou que a maior preocupação da empresa era garantir o emprego das pessoas que trabalham nos serviços de manutenção da Prefeitura. ''Como a CMTU ainda não tinha se posicionado, não dispensamos ninguém'', completou Faiçal Jannani Junior, proprietário da empresa.
A licitação para a contratação dos serviços foi suspensa por uma liminar depois que a Visatec questionou judicialmente o processo. A decisão da juíza da 7 Vara Cível, Telma Regina Magalhães Carvalho, argumentou que um contrato emergencial deve ter o mesmo objeto do que está expirando - e a CMTU pretendia contratar três empresa ao invés de uma.
Em razão da liminar, o ato administrativo que instituiu a licitação emergencial foi revogado por Paulo Renato Carvalho. De acordo com ele, uma solução para a realização do serviço está sendo estudada pelo setor jurídico da CMTU e deve ser encaminhada até o início da próxima semana. Dentre as possibilidades, está a assinatura de um contrato emergencial - inclusive com a própria Visatec. (Colaborou Fábio Cavazotti)


