A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) sugeriu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) não rebaixar funcionários promovidos indevidamente por planos de cargos de carreiras e salários aprovados em 1997, 2004 e 2006 e, em troca, exigir que os empregados façam ''ações sociais'', como programas de trânsito, fora do horário de expediente. Quem não quisesse aderir, voltaria à posição original na companhia.
A proposta, protocolada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, no último dia 25, é uma resposta à tentativa de acordo em ação civil pública movida pelo MPT, questionando as promoções indevidas. Funcionários que prestaram concurso para funções de ensino fundamental e médio alcançaram funções de nível superior, sem concurso público.
Uma sentença da Justiça do Trabalho de abril do ano passado determinou que a CMTU fizesse o reenquadramento dos funcionários até fevereiro deste ano, mas a companhia conseguiu uma liminar para adiar a decisão até o julgamento de um recurso que tramita no TRT.
Antes do julgamento do recurso, foi realizada uma audiência de conciliação, no último dia 23 de março, e foi nesta data que a CMTU comprometeu-se a apresentar o plano de readequação. Porém, segundo a diretora administrativo-financeira da companhia, Cristel Bared, a intenção é manter os funcionários em sua função. ''Seria um prejuízo muito grande para a companhia e haveria muitos transtornos'', defendeu. ''Então, estamos oferecendo esta ação social dos funcionários fora do período de expediente para compensar o dano que o Ministério Público entende que houve com as promoções.''
A proposta da CMTU será analisada pela procuradora Maria Guilhermina Camargo, que atua em Curitiba. Uma nova audiência foi marcada para 29 de junho e cancelada a que estava marcada para o próximo dia 1º. Segundo o MPT, 58 funcionários foram promovidos indevidamente. A CMTU sustenta que são 114 promoções irregulares.

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